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Planalto anuncia Torquato Jardim para o Ministério da Transparência

Por Filipe Matoso
 Brasília
A ex-senadora Marina Silva e o advogado Torquato Jardim durante sessão do TSE que analisa o registro da Rede (Foto: Nelson Jr./ASICS/TSE)Na foto, Torquato Jardim acompanha, ao lado da
ex-senadora Marina Silva, sessão do TSE na qual
foi analisado registro da Rede (Foto: Nelson Jr./TSE)
O Palácio do Planalto anunciou nesta quarta-feira (1º) que o jurista Torquato Jardim sucederá Fabiano Silveira no comando do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle. Considerado um dos maiores especialistas em direito eleitoral do país, Torquato já atuou em dois períodos diferentes como ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entre as décadas de 1980 e 1990, na cota reservada a advogados.
Segundo a assessoria do governo federal, a posse do novo ministro da Transparência ocorrerá nesta quinta-feira (2).
Natural do Rio de Janeiro, o jurista de 66 anos assumirá a cadeira no primeiro escalão do governo Michel Temer em meio a uma crise no Ministério da Transparência.
Herdeiro das atribuições de combate à corrupção no governo federal da extinta Controladoria-Geral da União (CGU), o novo ministério viu seu primeiro ministro ser afastado por envolvimento nas investigações da Lava Jato e enfrentauma rebelião de servidores contrários às indicações políticas para o órgão e à mudança recente na estrutura da pasta.
Torquato foi sondado para o cargo na última segunda-feira por emissários de Temer. Outro nome que chegou a ser cotado para o comando do Ministério da Transparência foi o da ministra aposentada do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon. Antes de se aposentar, ela ganhou projeção nacional ao atuar como corregedora-geral de Justiça.
Gravações de Machado
O antecessor de Torquato Jardim teve de deixar o cargo na última segunda-feira (30) após reportagem exclusiva doFantástico revelar o conteúdo de gravações nas quais Fabiano Silveira criticava a atuação da Procuradoria Geral da República (PGR) na Operação Lava Jato e dava orientações ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, ambos suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção que atuava na Petrobras.
No áudio feito por Machado na casa do presidente do Senado, estavam presentes Renan Calheiros, o advogado Bruno Mendes e Fabiano Silveira, que, à época, integrava o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Fabiano Silveira foi o segundo ministro de Temer afastado da Esplanada dos Ministérios em razão da divulgação de conversas de Sérgio Machado com integrantes da cúpula do PMDB.
Além de Renan, o ex-presidente da Transpetro gravou diálogos privados com o ex-presidente da República José Sarney e o senador Romero Jucá (PMDB-RR). O parlamentar de Roraima, inclusive, pediu exoneração do comando do Ministério do Planejamento por conta da repercussão negativa de sua conversa com Machado.

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