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Prefeitura abre escolas aos finais de semana com atividades para a comunidade

Prefeitura abre escolas aos finais de semana com atividades para a comunidade
Durante a semana, aulas de Português, Matemática, História, Geografia e outras disciplinas. Aos finais de semana, pintura em tecido, artesanato, bordado e capoeira. As mesmas salas de aula que servem de espaço para as disciplinas tradicionais abrigam, fora dos dias letivos, projetos e atividades de lazer, esporte, cultura e geração de renda. A Prefeitura de São Luís executa o projeto "Relação Escola Comunidade" na capital, fomentado pelo governo federal em parceria com estados e municípios, que tem o objetivo de transformar o ambiente escolar em espaço para o desenvolvimento de atividades culturais e de fomento à cidadania.

"A nossa gestão vem trabalhando para transformar as unidades de ensino em espaços de referência para as comunidades. As ações possibilitam o fortalecimento da integração da comunidade com a escola. Com o projeto, é possível incentivar também o processo de aprendizado, a partir de atividades de lazer, cultura e cidadania", disse o prefeito Edivaldo.

O secretário municipal de Educação, Geraldo Castro Sobrinho, também pontuou a importância do projeto. "A ocupação criativa do espaço escolar, com atividades de lazer e até mesmo de geração de renda, potencializa a parceria entre a unidade de ensino e a comunidade em que ela está inserida, agregando valor educacional não só aos estudantes, mas também àquela comunidade como um todo. Em nome do nosso prefeito Edivaldo, agradeço a todos que ajudam a construir essa iniciativa", disse o titular da Semed.

Desde julho deste ano, a Unidade de Educação Básica (U.E.B.) José Gonçalves do Amaral Raposo, utiliza os finais de semana para o desenvolvimento de atividades para várias faixas etárias. Pintura em tecido, artesanato com feltro, bordado e capoeira são algumas das atividades oferecidas gratuitamente à comunidade de Pedrinhas, onde a unidade de ensino está localizada.

Para a professora Josidete da Conceição Barbosa Silva, coordenadora do projeto junto à escola, o projeto também estimula a integração entre os estudantes e os pais, bem como entre os membros da comunidade como um todo. "Todos podem participar das oficinas, sejam crianças ou adultos. É uma maneira de ajudar os pais com alguma atividade que lhe traga lucro e entretenimento, e ainda ao lado dos filhos", ressaltou a professora.

CURSOS E OFICINAS

A U.E.B. Darcy Ribeiro (Sacavém) também abre as portas aos finais de semana. As oficinas oferecidas atualmente são de reciclagem, futsal e caratê. Cada oficina tem em média vinte pessoas inscritas e as aulas são ministradas por pessoas da própria comunidade. Nas manhãs de sábado, a escola oferece ainda oficinas de letramento e matemática - abertas aos moradores, mas frequentadas principalmente por estudantes da própria escola, interessados em reforçar os conhecimentos. Já as demais atividades tem público majoritário de jovens e adultos.

A dona de casa Kátia Cilene de Araújo Costa, 32, levou a filha Rivana Kaila Costa e Costa, 8, para participarem juntas da oficina de materiais recicláveis com papel. "É a primeira vez que participo de um projeto assim e estou achando maravilhoso. Produzimos aqui e eu consigo vender em casa. Minha filha também está gostando demais e aprendendo muito. Não vou mais perder um sábado, ainda quero fazer as oficinas de pintura em tecido", contou, motivada.

A iniciativa é aprovada também por quem ministra as oficinas. Para Maria de Jesus Pereira Dutra, artesã há 10 anos, é uma satisfação poder ensinar a outras pessoas a sua especialidade: artesanato com feltro. "Temos muita gente interessada na escola. Todos podem participar e não tem restrição", garantiu a artesã, lembrando ainda que o trabalho produzido pelos participantes do projeto foi comercializado na 9ª edição da Feira do Livro de São Luís (FeliS), com ampla aceitação dos visitantes. "Vendemos muitos produtos, o que também ajudou na renda das famílias, disse Maria.

CAPOEIRA E DANÇA

A U.E.B. Amaral Raposo não é a única na zona rural a desenvolver atividades no final de semana. Na Vila Itamar, a U.E.B. Luís Rego oferece à comunidade as oficinas de artesanato e ponto-cruz, com foco no ensino de uma nova profissão e na geração de renda. A escola também sedia, aos sábados e domingos pela manhã, oficinas de capoeira e de dança de rua, com presença de crianças, adolescentes e jovens. No São Cristóvão, a U.E.B. Antônio Vieira é sede para oficinas de Pintura em Tecido, Crochê, Bordado em Fita e Futsal, com participação média de 15 pessoas por oficina.

Geovana Marques Martins, de 14 anos, ex-aluna da rede municipal, encontrou no projeto "Relação Escola-Comunidade" uma maneira de matar as saudades da antiga escola. "Venho participar de todas as atividades porque assim diminuo a saudade dos amigos e professores da escola e ainda aprendo. Gosto principalmente do artesanato e da capoeira", disse a estudante.

ESCOLA E COMUNIDADE

De iniciativa do governo federal, o programa "Relação Escola Comunidade" é realizado em acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e executado em parceria com os estados e municípios. O objetivo é melhorar a qualidade da educação e também fortalecer a integração entre as escolas públicas e as comunidades em que elas estão inseridas. Para isso, o programa estimula a abertura das unidades de ensino aos finais de semana, para a realização de atividades educativas, culturais, esportivas, de lazer e de geração de renda. As oficinas oferecidas pelo programa são escolhidas a partir da análise de demandas da comunidade.

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