Suspeito de ter participado de ação que feriu cinegrafista é indiciado por tentativa de homicídio qualificado e crime de explosão

O delegado Maurício Luciano de Almeida, que investiga o caso, as declarações de Fábio Raposo não foram convincentes. O delegado afirma que os dois homens se conheciam. Fábio Raposo foi indiciado por tentativa de homicídio qualificado e crime de explosão.

O delegado responsável pelo caso foi informado do depoimento de Fábio Raposo à polícia durante a madrugada. Ele assistiu às imagens feitas pela TV Brasil e à entrevista do tatuador à Globo. Fábio admitiu ter entregue o rojão ao homem que disparou o explosivo.

A polícia não acreditou na versão de Fábio Raposo. Por isso, o delegado que comanda as investigações decidiu indiciá-lo por tentativa de homicídio qualificado, com o uso de artefato explosivo, e pelo crime de explosão.

“A gente está tratando ele como co-autor desse crime. Tentativa de homicídio qualificado por uso de explosivo e crime de explosão. Se esses dois crimes estiverem consumados, que a gente espera que não, acreditamos que o Santiago vai se recuperar, a pena pode chegar a 35 anos de reclusão”, diz o delegado.

Para o delegado, Fábio conhecia o homem que disparou o explosivo.

“A imagem que mostra os dois caminhando um do lado do outro, demonstra que eles tem uma certa intimidade, uma amizade. Então, essa circunstância que ele disse não mereceu crédito da polícia”, diz o delegado.

O delegado afirma que Fábio sabia das consequências de se lançar um rojão durante a manifestação.

“Quando ele entrega o explosivo, ele sabe que pode ser deflagrado. Portanto, ele tinha conhecimento do que podia acontecer, por isso que ele está sendo tratado como co-autor”, afirma.

Esta é a terceira passagem dele pela polícia. Todas em manifestações. Em outubro do ano passado, Fábio foi fichado por dano ao patrimônio público e associação criminosa. Um mês depois, recebeu uma anotação criminal por ameaça.

“Sempre por desordem pública. Ele é contumaz na participação nas manifestações”, relata.

Jornal Nacional: O fato de ele já ter duas passagens não seria um fator que poderia ter levado o delegado ou a polícia a pedir a prisão dele?

“Ele se apresentou espontaneamente, com seu advogado. A polícia só pode prender um suspeito quando ele está em flagrante delito ou por ordem judicial. Então essa questão da necessidade da prisão dele vai ser analisada ao longo da investigação”, responde o delegado.

Fábio vinha sendo chamado de black bloc, mas o delegado afirmou que ele ainda não pode ser chamado assim.

“A gente não pode taxá-lo de black bloc. A gente vai fazer uma investigação inclusive em redes sociais, ouvindo pessoas para ver se ele realmente se autodenomina e integra essa organização”, diz.

O policial informou também que já está analisando as imagens das câmeras da prefeitura e dos prédios que ficam próximos ao local onde o cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade foi atingido.

“É verificar se esse que deflagrou o artefato está, eventualmente, sem lenço no rosto, possibilitando conhecer sua fisionomia. E assim que a gente tiver a fisionomia dele a gente vai passar para vocês”, diz.

Segundo os investigadores, assim que homem que jogou o rojão for identificado, será indiciado pelos mesmos crimes.

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