60% das agências bancárias já aderiram à greve em São Luís Nenhuma negociação está prevista entre funcionários e a classe patronal




O primeiro dia de greve dos bancários afetou o movimento no Centro de São Luís. Nas agências era pouco o movimento de clientes, os que resolveram ir até os bancos realizavam transações apenas nos caixas eletrônicos.

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Os cartazes colados nas agências anunciavam a paralisação que iniciou na manhã desta quinta-feira (19) em todo o país. Durante a tarde do primeiro dia de greve alguns trabalhadores ficaram nas portas das agências para entregar panfletos e fortalecer o movimento.

A greve por tempo indeterminado foi motivada pela falta de acordo entre bancários e a classe patronal. Os trabalhadores informaram que os bancos não querem pagar os 22% de reajuste salarial no qual a categoria tem direito, oferecendo apenas 6,1% de aumento. Se houver um acordo entre as partes e o aumento solicitado pelos bancários for pago, o piso que hoje é de R$ 1.519,00, passaria para R$ 2. 860,21, calculado de acordo com o que esta previsto na Constituição Federal.
A categoria também pede o repasse de 25% na Participação do Lucro e Resultados, reposição das perdas salariais, isonomia, contratação de mais bancários, saúde, segurança, respeito à Lei das Filas, dentre outras reivindicações.

Em São Luís, todos os funcionários de bancos públicos aderiram à greve e as agências privadas do Centro também compartilham do movimento. O sindicato estima que aproximadamente 60% dos bancos estejam com o atendimento suspenso. O balanço desse primeiro dia de movimento será divulgado no inicio da noite.

O presidente do sindicato no Maranhão, José Maria Nascimento, informou que o quadro continua o mesmo e não há previsão de negociação. Assembleias deverão ser realizadas para definir os rumos da greve até que seja marcada a negociação.

“Agora nós vamos intensificar o movimento e buscar a adesão das agências que não estão participando, para mostrar a classe patronal que eles podem ter perdas e assim atender aos trabalhadores”, acrescenta.

A greve foi anunciada na semana passada e mesmo assim havia pessoas que só ficaram sabendo da paralisação quando foram até os bancos. O vigilante José Ribamar foi até ao Banco do Brasil nesta quinta-feira (19) buscar o cartão salário que tinha solicitado, mas teve que voltar para casa sem ser atendido.

“Eu não sabia da greve e agora não sei como vou fazer agora para receber meu salário. Se não conseguir receber na minha empresa, vou esperar até que o atendimento normalize”, finaliza.

O militar Antônio Morais também está se sentido prejudicado com a paralisação já que frequentemente tem que resolver problemas dentro com os funcionários dos bancos.

“Eles não podem pensar só na minoria, quando toda a população está sendo prejudicada”.

“Se for para melhorar, contratar mais funcionários e diminuir o tempo de espera nas filas, eu apoio da greve”, diz a secretária auxiliar Gardênia Mota.

No fim da tarde de hoje (19), às 17h, os bancários se reúnem em assembleia, na sede do SEEB-MA, para avaliar o movimento e definir os próximos passos da categoria.

com informações de o imparcial

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