Vítima de desabamento, maranhense diz que não voltara a trabalhar em São Paulo

Pintor trabalhava com um tio e um primo na obra que desabou na zona leste da capital paulista

Pintor afirma que desistirá do trabalho em obras em São Paulo e que vai retornar para o Maranhão Foto: Daniel Fernandes / Terra
Pintor afirma que desistirá do trabalho em obras em São Paulo e que vai retornar para o Maranhão
Foto: Daniel Fernandes / Terra
É com a sensação que recebeu uma segunda chance em sua vida que o pintor Gleison de Souza Feitosa, 24 anos, encara o fato de ter sobrevivido ao desabamento da obra em que trabalhava, em um prédio na avenida Mateo Bei, em São Mateus, zona leste de São Paulo. Até o momento, sete pessoas morreram por conta do incidente e 26 ficaram feridas. “Nasci de novo. As próprias pessoas que me atenderam falaram isso”, afirmou Gleison, um dos sobreviventes. 

Resgatado pelo Corpo de Bombeiros, o pintor, que há apenas 10 dias trabalhava no local, afirma que ficou sob uma laje que desabou da construção, com apenas um pequeno espaço. “Eu estava de capacete, acho que ajudou um pouco isso também. Tinha também um balde de ferro de mais ou menos uns 50 centímetros, que acho que ajudou a amortecer (a queda da estrutura)”, afirmou Gleison, que diz ter ficado cerca de duas horas sob os escombros. 

Encaminhado ao Hospital Municipal do Tatuapé, o pintor voltou horas depois ao local onde quase perdeu sua vida, com dores no corpo e principalmente no braço, para aguardar o resgate de um primo, chamado apenas de Felipe, que também trabalhava na obra. Além do primo, um tio de Gleison - pai do operário que segue sob os escombros -, chamado de Rubens, também foi atingido pelo desabamento na obra. “Mas, graças a Deus, soube que com ele está tudo bem. Agora só falta o Felipe”, disse.

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