Maranhão recebe a lanterna de Alagoas e tem a menor expectativa de vida do país

Depois de divulgação de dados relativos ao IDHM,( Índice de Desenvolvimento Humano Municipal), onde o Maranhão aparece mais uma vez em situação calamitosa, o estado, que no item indicadores sociais trava uma severa disputa com Alagoas, é novamente destaque negativo  em mais uma estatística lamentável e tem a pior expectativa de vida do país.
Os números apresentados na última sexta-feira, ( dia 02 de agosto) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE) apontam que em trinta anos, o Maranhão perdeu a corrida pelo aumento da expectativa de vida e amarga a última posição  no ranking deste importante indicador social, trocando de lugar com Alagoas que ocupava a lanterna na década de 1980.
Nesta “peleja acirrada”, para usar uma expressão da  literatura de cordel, patrimônio cultural nordestino, os dois estados mantém a sina de ocuparem as posições mais vergonhosas todas as vezes em que são divulgadas  estatísticas com indicadores sociais.Em 1980, Alagoas detinha a posição de lanterna no item expectativa de vida, com 55,69 anos, mas passou a 69,20 anos em 2010. Agora, este posto pertence ao Maranhão que tem a expectativa de vida  fixada em 68, 69 anos, tanto para mulheres, quanto para os homens. A média da expectativa de vida nacional é de 73,76 anos.
Vidas Secas
Na terra de Graciliano Ramos, que retratou no livro “ Vidas Secas”, o drama da exclusão social na população nordestina,  o aumento da expectativa de vida das mulheres alagoanas, que passou de 58,84 anos  em 1980,  para 73,97 anos em 2010, fez com que o estado dos ex-presidente Fernando Collor de Mello e Deodoro da Fonseca, superasse o Maranhão e deixasse esta unidade da federação,  terra natal de um ex-presidente da República,  com a mais baixa expectativa de vida do Brasil. Porém, Alagoas ainda registra a mais baixa expectativa de vida masculina (64,60 anos).
Apesar de contarem com dois estados protagonistas de duelos constantes para ver quem registra os piores indicadores sociais do Brasil,  os números apresentados pelo IBGE indicam que a região Nordeste teve o maior aumento na expectativa de vida nas últimas três décadas . O Nordeste que tinha a esperança de vida ao nascer mais baixa em 1980 (58,25 anos) teve, em 30 anos, um incremento de 12,95 anos nesse indicador, chegando, em 2010, a 71,20 anos. Porém, a região Sul que sempre apresentou melhor desempenho neste indicador social, ainda está bem a frente do Nordeste com uma expectativa de vida estimada em 75, 84 anos.

com informações do maranhao da gente

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