IPTU EM DIA - SÃO JOSÉ DE RIBAMAR

Quatro novos partidos podem concorrer em 2014



BRASÍLIA - Apesar de o País ter 30 partidos registrados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quatro novas legendas devem ser criadas ainda neste ano, para poder concorrer nas eleições de 2014. Além do Rede Sustentabilidade, que ganhou expressão por estar sendo fundada pela ex-senadora Marina Silva, outras três legendas estão em fase de criação.

Mesmo antes de passar pelo teste das urnas ou de ter políticos eleitos em seus quadros, qualquer partido já tem direito a uma parcela do Fundo Partidário e do tempo de propaganda partidária gratuita no rádio e na TV.

Só para se ter uma ideia, em 2012, o menor volume do fundo repassado a uma sigla foi de mais de R$ 340 mil - para o Partido Ecológico Nacional(PEN), formado naquele ano. Dois dos prováveis quatro novos partidos estão mais adiantados que o de Marina.

A legenda havia sido fundada em janeiro de 2010, mas só agora oficializou o registro. No dia 5 de março, o Partido Liberal Brasileiro (PLB) havia solicitado o registro de seu estatuto, mas, como faltam alguns documentos, o processo está parado.

O PLB tem origem no Rio e tem como um de seus principais mentores o deputado Domingos Brazão, rompido com o governador Sérgio Cabral(PMDB).

O deputado Paulinho da Força (PDT-SP) também tenta viabilizar mais um partido. Presidente da Força Sindical, segunda maior centralsindical do Brasil, ele corre atrás de apoios para criar o Partido da Solidariedade.

Recentemente, a discussão sobre a criação de novos partidos gerou uma crise institucional entre o Congresso e o Supremo Tribunal Federal(STF). Tudo porque uma emenda constitucional pretende impedir a distribuição de tempo de TV e recursos do Fundo Partidário para novas siglas.

A proposta foi encabeçada pelo PMDB e PT, sob alegação de que é preciso reduzir a farra das novas legendas. O objetivo, dizem os adversários, é dificultar a candidatura de Marina Silva pelo Rede.

com informações do commercio

Chaguinhas renuncia e PRP fica sem liderança!


Chaguinhas
Por sentir um grande desrespeito por parte da direção nacional do seu partido, cujo presidente é Ovasco Rezende, o vereador Francisco Chaguinhas ocupou a tribuna da Câmara Municipal de São Luís, para fazer um discurso inflamado, quando fez o comunicado de sua renúncia a presidência do Diretório Regional do PRP. No seu pronunciamento renunciatório, ele foi enfático ao afirmar que o principal motivo para deixar a agremiação republicana foi “a total falta de respeito do presidente nacional do PRP para com o partido aqui no Maranhão”.
Francisco Chaguinhas integra as fileiras do PRP há cinco (05) anos, e exerceu a presidência da agremiação dois anos e meio, tendo bancado, juntamente com o vereador Nato, toda a estrutura do partido no Estado, como aluguel de imóvel para abrigar a sede perrepista, pagamento de funcionários e viagens a diversos municípios maranhenses, e até interestaduais. “Renuncio a presidência do PRP, mas oficializo o meu desligamento do partido quando o presidente nacional me dê a minha carta de anuência”, afirmou ele.
Demonstrando bastante indignação, Francisco Chaguinhas disse que “se o presidente nacional, que é o verdadeiro dono do PRP, faça a nomeação de um novo gerente do partido aqui, já que nos estados os presidentes apenas são os gerentes”. Dando continuidade a sua argumentação, ele enfatiza que ao exercer a direção estadual, filiado a determinado partido apenas cumpre a vontade daquele que se acha proprietário do mesmo.
Formação de quadrilha – Ainda sobre a organização de pequenos partidos nos estados, Francisco Chaguinhas disse que “a maioria desses que criam partidos não passa de formadores de quadrilha, que organizam essas agremiações para depois, conforme seus interesses, venderem”. Completando, ele assegura tratar-se “de verdadeiros quadrilheiros, que agem dessa forma para criar um partido e depois vender”.
(Da Assessoria do vereador)

Po que Sarney não foi para os Hospitais de qualidade que a filha dele fez?

Sarney recebe alta de hospital em São Luís e segue para São Paulo

Tratamento de processo infeccioso deve prosseguir na capital paulista.
Senador estava internado desde a madrugada de domingo (28).


O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), em entrevista nesta sexta (10) (Foto: Jane de Araújo/Agência Senado)José Sarney (PMDB-AP) segue para São Paulo
(Foto: Jane de Araújo/Agência Senado)
O senador José Sarney (PMDB-AP), 83 anos, recebeu alta do Hospital UDI, em São Luís, por volta de 7h30 desta quarta-feira (31). De acordo com informações da família do político, ele está a caminho de São Paulo em um avião particular, onde deve dar continuidade ao tratamento de um "processo infeccioso pulmonar agudo" no Hospital Sírio Libanês.
Ainda, segundo a família, Sarney viaja acompanhado da esposa e de um médico que participou do tratamento em São Luís.
A assessoria do Hospital UDI disse que não vai emitir novo boletim médico sobre o estado de saúde do político, que estava internado desde a madrugada de domingo (28). Boletim médico divulgado nesta terça-feira (30) informou que ele já havia apresentado melhora clínica após dois dias de internação.
De acordo com a assessoria de imprensa do senador, ele foi levado para o hospital após sentir-se mal durante o casamento de uma neta. Os assessores informaram que o próprio Sarney, “por precaução”, optou por ficar no local, onde fez exame de sangue e um raio-X .
O primeiro boletim médico divulgado no domingo (28) deu conta de que exames iniciais laboratoriais, clínico e de imagem não apontaram “alterações significativas” na saúde do parlamentar. No entanto, novo boletim divulgado na manhã de segunda-feira (29) informou que o político permaneceria "internado até a sua completa recuperação" e que havia sido detectado "processo de infecção pulmonar agudo".
Em maio deste ano, Sarney foi levado para o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal após sentir dores no peito. Ele foi liberado pela equipe médica logo depois de passar por exames.
No ano passado, ele ficou internado em São Paulo após ter corrido risco de um infarto. Na ocasião, fez exames que detectaram o entupimento de uma artéria e foi submetido a um cateterismo seguido de uma angioplastia.
Sarney, que foi presidente do Senado e presidente da República, completou 83 anos em abril deste ano.

informações do g1 maranhão

José Sarney deve receber alta amanhã


Senador está internado desde domingo no Maranhão com infecção respiratória aguda


José Sarney tem 83 anos de idade e quase 60 de carreira política Antonio Cruz/03.07.2012/ABr
O senador José Sarney (PMDB-AP) deve receber alta nesta quarta-feira (31) do hospital UDI Hospital, em São Luís (MA), onde está internado desde o último domingo (28).  De acordo com boletim médico divulgado nesta terça-feira (3), o parlamentar apresentou melhora do quadro de infecção respiratória aguda e seu estado de saúde é estável.
O boletim informa, ainda, que Sarney respira sem a ajuda de aparelhos e tem os sinais vitais estáveis. Ele deixou a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) ontem e foi transferido para um apartamento.
O corpo médico do UDI é chefiado pelo cardiologista Carlos Gama, profissional da confiança de José Sarney.
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De acordo com a Agência Senado, não há recomendação médica de transferência para São Paulo. Se a família quiser, no entanto, poderá levar o senador à capital paulista para consulta com o infectologista David Uip, de quem já ele é paciente. Como não há urgência, a data da vigem não foi definida.
Internação
O senador foi levado para o hospital depois de passar mal no casamento de uma das netas, sentindo calafrios e febre. Até domingo,  os médicos não haviam identificado nenhum problema grave.  
No entanto, “após a realização de investigação clínica, laboratorial e radiológica detectou-se a presença de infecção respiratória aguda”, destacou Gama, em boletim médico.  
José Sarney tem 83 anos de idade e quase 60 de carreira política. Como parlamentar fez parte de 13 legislaturas: quatro como deputado federal e seis como senador. Até fevereiro, ocupava a presidência do Senado, quando foi substituído pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

com informações do r7

Sarney não tem previsão de alta, segundo novo boletim médico

Novo boletim médico foi divulgado na manhã desta segunda-feira (29). Veja o boletim!


Foi divulgado na manhã desta segunda-feira (29) um novo boletim médico sobre o estado de saúde do senador José Sarney (PMDB-AP), de 83 anos, internado desde a madrugada de domingo (28) em um hospital particular de São Luís, no Maranhão, que diz que o político deverá "permanecer internado até a sua completa recuperação".

De acordo com o boletim do Hospital UDI, o senador apresenta quadro estável. Pela manhã, ele não apresentou febre, mas permanecerá internado para fazer exames. Ainda não há previsão de alta. O político foi levado para o hospital após sentir-se mal durante o casamento de uma neta na capital maranhense.
Segundo o novo boletim, "detectou-se a presença de infecção respiratória aguda", para a qual já havia se iniciado o tratamento.
O boletim médico divulgado nesse domingo (28) indicava que exames iniciais laboratoriais, clínico e de imagem não apontaram “alterações significativas” na saúde do parlamentar. O próprio senador optou por ficar no hospital “por precaução”, de acordo com a assessoria. Em maio deste ano, Sarney foi levado para o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal após sentir dores no peito. Ele foi liberado pela equipe médica logo depois de passar por exames.
No ano passado, ele ficou internado em São Paulo após ter corrido risco de um infarto. Na ocasião, fez exames que detectaram o entupimento de uma artéria e foi submetido a um cateterismo seguido de uma angioplastia. Sarney, que foi presidente do Senado e presidente da República, completou 83 anos em abril deste ano.
Boletim médico divulgado nesta segunda (29) afirma que não há previsão de alta. (Foto: Reprodução)
Fonte: G1 MA.

Supermercado Mateus Maiobão de portas fechadas

Funcionários do supermercado Mateus paralisam atividades


Funcionários dos supermercados Mateus do maiobão, paralisaram as atividades, desde às 9h.
mateus
Foto: João Ricardo

A categoria pede participação nos lucros, extinção do banco de horas, pagamentos de horas extras, ticket-alimentação, redução da jornada de trabalho de sete para seis horas diárias, plano de saúde,  adicional de insalubridade e periculosidade, entre outras reivindicações.

Eike Batista está voltando a ficar pobre, entenda porque.


eike pobre
Pobre sou eu, mas quem perdeu R$ 46 bilhões de um ano pra cá foi ele. E agora Eike não tem mais como se manter. Pelo menos não na lista dos 100 mais ricos do mundo. A fortuna dele está em R$ 22 bilhões (US$ 10,7 bi), segundo a Bloomberg. É só um terço do que tinha em março de 2012.
Até outros brasileiros deixaram ele para trás. Pela direita, passou o banqueiro Joseph Safra (US$ 12 bilhões),  veterano nas listas de mais ricos do mundo. Pela esquerda, veio a empreiteira Dirce Camargo (US$ 13,8 bilhões), da Camargo Corrêa. E quem passou voando mesmo por Eike foi o cervejeiro, hamburgueiro e agora vendedor de catchup Jorge Paulo Lemann. Com US$ 19,8 bilhões, o criador da Ambev, dono do Burger King e sócio de Warren Buffett na Heinz é quem ostenta o troféu de mais rico do país.
Bom, se juntar bilhões é um esporte – e é mesmo – um jeito de achar a resposta é analisar como foi a carreira dele desde as “categorias de base” dessa modalidade.
Eike ficou rico quando tinha praticamente a idade do Thor Batista. Aos 23 anos, abandonou a faculdade de engenharia na Alemanha para tentar ganhar dinheiro com o ouro da Amazônia. Era o auge do garimpo lá, no começo dos anos 80. Teve até filme dos Trapalhões sobre o fenômeno.
Eike, então, fez como Didi, Dedé, Mussum e Zacarias: foi tentar a sorte no garimpo. Pediu US$ 500 mil emprestados a dois amigos joalheiros para se estabelecer como comerciante de ouro no meio do mato. Comprava ouro na Amazônia e revendia no Sudeste. Em pouco tempo, os US$ 500 mil viraram US$ 6 milhões. É mais dinheiro do que parece. US$ 6 milhões do começo dos anos 80 equivalem a US$ 15 milhões de hoje. Trinta milhões de reais. Não tinha nem 25 anos e já estava com quase tanto dinheiro quanto o Renato Aragão.
Em vez de torrar esses milhões vivendo a melhor juventude que o dinheiro pudesse comprar, Eike fez o que parecia menos sensato: gastou tudo em máquinas que faziam extração mecânica de ouro. E os US$ 6 milhões viraram US$ 1 milhão. Por mês. Três milhões de reais em dinheiro de hoje. Por mês (repito aqui pra dar um tom dramático – merece).
Ele não parou nisso. Claro. Comprou mais minas, mais máquinas, ficou sócio de empresas peso-pesado da mineração e, com 40 e poucos anos, chegou ao primeiro bilhão de dólares. Entrou para a Fórmula 1 do dinheiro.
E fez uma primeira temporada de Vettel. No começo dos anos 2000 resolveu trocar o ouro por minério de ferro. Perfeito: se ouro vale “mais do que dinheiro”, minério de ferro vale mais do que ouro. Por causa volume, lógico: todo o ouro minerado na história da humanidade dá mais ou menos 140 mil toneladas.  Isso é o que a Vale extrai de minério de ferro em seis horas.
Em 2005, então, ele fundou sua mineradora, a MMX. Um ano e meio depois ele vendeu uma fatia dela para outra mineradora, a Anglo-American. Pagaram US$ 5,5 bilhões. A lista da Forbes com os mais ricos do mundo em 2007 já tinha saído, três meses antes da negociação. E o brasileiro mais bem colocado ali era Joseph Safra, com 6 bilhões. Ou seja: o negócio com a Anglo-American foi mais do que suficiente para que Eike fosse dormir sabendo ser o homem mais rico do Brasil.
E se Eike não tinha parado quando ganhou uma megasena no braço, nos tempos da Amazônia, não era desta vez que iria amarrar o burro na sombra. O mercado passou a enxergar o cara como uma mina de ouro. Ele deixava de ser só um nome na coleira da Luma de Oliveira para virar a grande esperança dos investidores. E Eike aproveitou a maré. Foi financiar sua ideia mais ambiciosa: a de construir uma concorrente da Petrobras.
Era a OGX, seu projeto de companhia de petróleo. Em 2008 Eike lançou ações dela na bolsa. Na prática, estava vendendo 40% da OGX antes de ela virar realidade. Levantou R$ 6 bilhões nessa  - era o maior IPO (venda inicial de ações) da história da Bovespa até então.
Agora ele era o herói.
Àquela altura Eike já tinha uma Vale e uma Petrobras para chamar de suas. Ainda que a MMX fosse bem menor que a Vale e a OGX ainda não tivesse saído do PowerPoint, já era algo que ninguém na história do país tinha conseguido. Mas isso era só um pedaço do que ele tinha em mente. Eike queria algo bem maior: montar um ecossitema de empresas, em que uma sustentasse a outra.
Assim: uma mineradora sempre precisa pagar para que algum porto escoe a produção dela – de preferência para a China, o maior consumidor de minério do mundo. Então porque não ser dono da mineradora e do porto também? Então criou a LLX, uma empresa de logística dedicada à construção de portos. Mais: mineradoras e portos precisam de energia. E pagam caro por isso. Então valia a pena ser dono da companhia de energia também. Eike já tinha uma empresa de termelétricas desde 2001, a MPX. Agora, então, a MPX faria as usinas que alimentariam as minas da MMX, os portos da LLX e as instalações da OGX. A própria MPX seria também alimentada por outra empresa de Eike: a CCX, uma companhia de mineração de carvão dedicada a fornecer combustível para suas termelétricas.
Ah: a OGX precisava de um fornecedor de equipamentos de perfuração e de plataformas marítimas. Quem fabricaria tudo isso para Eike? Eike mesmo, ué. Então ele fundou a OSX, um estaleiro sob medida para alimentar as necessidades da OGX. E onde instalar a OSX? No porto da LLX. Porto que, de quebra, também pode estocar petróleo da OGX…
No papel, a ideia é irresistíel: uma companhia ajudando a outra, num círculo virtuoso sem fim. O mercado gostou. E cada uma dessas empresas teve seu IPO bilionário, o que levaria Eike aos seus US$ 34 bilhões e à sétima posição na lista da Forbes em 2012.
Só tem um problema: os mesmos elementos que moldam um círculo virtuoso também podem trazer um círculo vicioso. Foi o que aconteceu. A OGX saiu do papel produzindo só 25% do que a própria empresa esperava.  Nisso, a OSX enfraqueceu também: a petroleira de Eike tem encomendas no valor de US$ 800 milhões com o estaleiro de Eike; se a OGX vende pouco petróleo, pode não ter como pagar a OSX. Sem essas duas funcionando a contento, a viabilidade da LLX fica em dúvida, já que o estaleiro e a petroleira são clientes do porto. Se a LLX não deslancha, complica para a MPX, que vende energia para ela. E aí quem pode ficar sem cliente é a CCX…
Nisso, o mercado passou a ver a interconexão das empresas X mais como vício do que como virtude. E o valor de mercado delas despencou,  levando junto uma fatia da fortuna de Eike, já que o grosso de seu patrimônio são as ações que ele tem das próprias companhias. O preço somado de todas as ações da OGX, por exemplo, já foi de R$ 75 bilhões. Hoje é de R$ 10 bilhões. Aqui vai quanto cada uma caiu:
OGX (petróleo):  -86%
De R$ 75 bilhões (out 2010) para R$ 10 bilhões
OSX (estaleiro):  -77%
De R$ 9,4 bilhões (mar 2010) para R$ 2,1 bilhões
LLX (porto): -75%
De R$ 5,8 bilhões (abr 2011) para R$ 1,4 bilhão
MPX (energia): -28%
De R$ 8,5 bilhões (mai 2012) para R$ 6,1 bilhões
CCX (minas de carvão): -51%
De R$ 1,4 bilhões (mai 2012) para 680 milhões
Eike esboçou seu império antes da crise de 2008, quando o barril de petróleo estava a quase US$ 200 e o apetite da China por minério de ferro parecia infinito. De lá pra cá o preço do petróleo e o do minério caíram pela metade. Aí complica, já que esses são os dois grandes pilares da coisa toda.

com informações da xonei

Hilton Gonçalo não teria cumprido acordo para pagar material de campanha de Núbia Dutra.


Candidato a pré-candidato a governador para as eleições do ano que vem, o ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (PDT) não terá uma campanha muito colorida caso consiga emplacar sua candidatura.
Para que ele tenha todas as cores do arco íris, teria primeiro que pagar uma suposta conta que ficou pendurada numa gráfica da capital.
A dívida seria por conta de toda confecção de material gráfico da campanha de uma candidata a prefeita no município de Paço do Lumiar. A candidata saiu derrotada e a gráfica surrupiada.
Por falar em Hilton Gonçalo, ele foi visto dias atrás almoçando com um “Belo” blogueiro no restaurante Dona Maria. Justamente no local onde o blogueiro costuma afirmar em suas postagens ser ponto de encontro da bandidagem…
Por coincidência, durante a campanha o blogueiro adesivou o seu possante de Núbia Dutra…
com informações de Marcelo Vieira

Polícia encontra bomba onde o papa Francisco irá celebrar uma missa


Brasília – Uma bomba caseira foi encontrada nesse domingo (21) no Santuário Nacional de Aparecida, onde o papa Francisco irá celebrar uma missa no dia (24). O Esquadrão Antibombas do Grupo de Ações Táticas Especiais da Polícia Militar de São Paulo foi chamado e detonou o artefato. Segundo a Polícia Militar (PM), "em nenhum momento, a vida de civis foi colocada em risco". Em nota, a PM diz que se tratava de um cano aparentemente plástico, envolto em fita adesiva, "um artefato caseiro e de baixo potencial lesivo". O objeto foi encontrado ontem por volta das 11h30 durante um exercício simulado pelas forças de segurança no santuário. A bomba caseira estava no banheiro de um estacionamento.
A nota acrescenta que "episódios semelhantes faziam parte do treinamento das forças de segurança mobilizadas em Aparecida". O papa Francisco já está no Rio de Janeiro, em sua primeira visita ao Brasil. Ele participará, a partir de amanhã, da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Na quarta-feira, o papa deixará o Rio de helicóptero e irá até Aparecida (SP), onde deve chegar às 9h30, para celebrar uma missa e abençoar os fiéis. A visita deve atrair entre 150 mil e 200 mil pessoas.
Em todos os eventos com o papa, são esperadas mais de 1,5 milhão de pessoas. Mais de 20 mil agentes e militares vão trabalhar na defesa e na segurança pública, durante a JMJ, sendo 40 homens da Polícia Federal, que acompanharão o papa em todos os compromissos no Brasil.

com informações de Agência Brasil

Inri Cristo chama papa Francisco de "turista argentino"

Inri Cristo é carregado por seguidores pelas ruas de Brasília, onde fica a sede de sua igreja, durante protesto


  • Inri Cristo é carregado por seguidores pelas ruas de Brasília, onde fica a sede de sua igreja, durante protesto
Autoproclamada "reencarnação de Jesus" há 30 anos, Inri Cristo não tem uma opinião muito favorável  do Santo Padre em sua vinda ao Brasil. Na entrevista abaixo, para o UOL Tabloide, ele classifica o papa Francisco como "turista argentino".
Célebre por participar de programas de auditório com vestes bíblicas, com direito a coroa de espinhos feita de pelúcia, Inri Cristo fundou a igreja Soust (Suprema Ordem Universal da Santíssima Trindade) em 1982, e mudou sua sede de Curitiba (PR) para Brasília em 2006, acreditando que a capital brasileira é a Nova Jerusalém. Leia abaixo a entrevista com o filho do Homem.
O que acha da visita do papa ao Brasil?
Inri Cristo -  Ele e qualquer outro argentino que vier fazer turismo no Brasil, seja muito bem-vindo. Daí ao erário público bancar as despesas da vinda dele, já é outra coisa. Agora que se fala tanto em precariedade da saúde, segurança, educação... é uma oportuna ocasião de o povo brasileiro refletir se vale a pena gastar a exorbitante soma de R$ 118 milhões para receber um artista argentino. Se o Dalai Lama, nas vezes em que visitou o Brasil, veio patrocinado por instituições budistas, por que o líder argentino tem de ser diferente? Afinal, o Brasil é ou não um estado laico?
  Qual é a sua relação com o Vaticano e a igreja católica?
Inri Cristo - Desde 28 de fevereiro de  1982, quando pratiquei o ato libertário na catedral de Belém do Pará que culminou com a instituição do Reino de Deus sobre a Terra, formalizado pela Soust, não tenho mais qualquer relação com a Madona do Apocalipse. Naquela ocasião rompi os meus derradeiros vínculos com Roma.

Inri Cristo encara o Vaticano

  • Divulgação Em visita em 1983, o autoproclamado Messias amaldiçou a basílica São Pedro
Já pleiteou junto ao Vaticano para ser reconhecido como reencarnação de Cristo? Qual foi a resposta?
Inri Cristo - Em setembro de 1983 estive pessoalmente no Vaticano ratificando o desligamento com aquela que um dia fora minha igreja nascida das palavras ditas a Pedro: "Pedro, tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja". Lá meu Pai determinou que eu proferisse uma sentença de extinção no interior da Basílica de São Pedro: "Seque, árvore enferma, seque! Seque para que a boa árvore que eu plantei viceje e me dê, e aos meus filhos, os frutos que tu me negas".
Não careço ser reconhecido pelos herdeiros da Inquisição, até porque eles estão comprometidos com o império enfermo erigido durante minha ausência na Terra. Eu é que não reconheço nenhum papa, padre, etc  uma vez que sou coerente com o que disse há dois mil anos: "A ninguém chameis Pai sobre a terra, porque um só é o vosso Pai, o que está nos céus" (Mateus c.23 v.9), e papa, além de que em espanhol é sinônimo de batata, outrossim quer dizer pai.
O senhor já foi católico? Qual é a sua formação religiosa antes de se tornar Inri Cristo?
Inri Cristo - Eu sou judeu circuncidado pela Divina Providência... Fui criado por uma família católica a fim de conhecer o espúrio ritual (batismo, catequese, primeira comunhão etc) até para formar o juízo e, investido de conhecimento empírico, responder a contento esta pergunta. Na adolescência tornei-me ateu em relação a esse "deusinho" das religiões até o jejum em 1979, quando meu Pai, Senhor e Deus, Supremo Criador, único Ser incriado, único Eterno, único Ser digno de adoração e veneração, onisciente, onipotente, onipresente, único Senhor do Universo, se revelou e revelou minha identidade, ou seja, que sou o mesmo Cristo de outrora.

com informações da uol

Igreja Católica Argentina foi cúmplice da ditadura militar


Amigos, envio uma pequena reflexão sobre a Igreja Católica na Argentina, para ajudar na compreensão da emergência deste absurdo que é o novo papa.
Por  Jessie Jane Vieira de Sousa
IgrejaA Agência Informativa Católica Argentina – AICA e a política na Argentina durante o Processo de Reorganização Nacional[1]
I – Apresentação
O presente trabalho tem como objetivo analisar, com base no boletim informativo editado quinzenalmente pela Agência Informativa Católica Argentina - AICA, o aparente consenso construído pelo Episcopado argentino em torno do golpe militar ocorrido naquele país em 24 de março de 1976, chamado de El Proceso (Proceso de Reconstrución Nacional).  A proposta é compreender a dinâmica das relações entre a Igreja Católica na Argentina e os militares que tomaram o poder naquela ocasião na abordagem do noticiário publicado pela agência. Nesse momento nos interessam particularmente os boletins editados no final do ano de 1975 e início de 1976 e como, através dos mesmos, o Episcopado entendia aquela conjuntura política e as suas relações com as Força Armadas.
Partimos da hipótese de que a AICA e seu boletim foram importantes na construção de uma aparente coesão no campo católico a respeito do que o Episcopado apontava como sendo “el camiño de los hombres y la busqueda de las verdaderas armas de la paz en la Argentina”. E esse caminho foi o da “lucha antisubversiva” que “es una lucha en defensa de la moral, de la dignidad del hombre; es en definitivo una lucha en defensa de Dios[2]” . Entendemos que naquela conjuntura marcada pela extrema instabilidade política o Episcopado argentino, através das suas homilias, cartas pastorais e do noticiário oriundo das suas dioceses, pregava a paz e, ao mesmo tempo, incentivava a presença dos militares como representantes legítimos da nacionalidade, chegando mesmo a admitir claramente que esse seria um desejo divino.
Segundo Emilio F. Mignone, o golpe militar ocorrido em 24 de março de 1976 havia sido anunciado com antecipação por alguns bispos. Em 23 de setembro de 1975, em uma homilia pronunciada perante o general Roberto Viola, então chefe do Estado Maior do Exército, o vigário castrense, monsenhor Victorio Bonamin, se perguntava se Cristo não queria que algum dia as Força Armadas fossem além das suas funções[3]. No dia 29 de dezembro desse mesmo ano, monsenhor Adolfo Tortolo, presidente da Conferência Episcopal Argentina - CEA, durante um almoço da Câmara Argentina de Anunciantes, profetizou que se avizinhava “un proceso de purificación”[4].
Do ponto de vista metodológico faremos uma breve análise dos fatos prévios ao golpe militar para que possamos contextualizar o processo social e político no qual foram produzidas as condições necessárias àquele desfecho. Daremos especial importância ao substrato ideológico comum aos atores em tela ao longo de todo o século XX. Interessa-nos articular duas dimensões do problema. Uma referida ao conjunto de questões presentes no âmbito interno da Igreja desde os anos de 1950 e a uma dimensão histórico-sociológica que tem como alvo a Igreja como fator de poder que, para mantê-lo, desenvolve uma série de estratégias visando ao mesmo tempo consolidar sua unidade interna e ampliar sua influência sobre a sociedade, sobretudo sobre as Forças Armadas.
Porém, para evitar simplificações ou interpretações unilaterais, consideramos a Igreja Católica e as Forças Armadas como atores sócio-políticos complexos, atravessados por conflitos e contradições em seu interior. Ao longo da cobertura realizada pelo boletim no período estudado, podemos perceber, nas diferentes manifestações dos bispos acerca da violência que marcava o cotidiano da vida política argentina, algumas dessas contradições no tocante às visões acerca do que o Episcopado entendia pela construção de uma acordo de paz. Contudo, a partir do momento em que os militares assumem o poder, o discurso se modifica e o que predomina é um consenso de apoio ao regime.  A partir do dia 24 de março, dia do golpe militar, o noticiário do boletim da AICA pode ser tomado como sendo representativo dessa posição do Episcopado e visava, sobretudo, criar uma unidade no pensamento católico sobre aquela conjuntura.
II - Fundação da AICA
Em fevereiro de 1956 a Conferência Episcopal Argentina[5] criava a sua agência informativa sob a direção de Don Miguel Woites, conhecido militante da Ação Católica Argentina[6]. Desde então a Agência passou a publicar um Boletim bimensal com notícias selecionadas e encartes onde, desde então, têm sido publicados, na íntegra, documentos episcopais, do Vaticano e notícias internacionais referentes ao mundo católico e, particularmente, sobre o trabalho paroquial no interior da Argentina.
Quando da sua criação o noticiário era construído a partir do serviço diário da Agência Informativa Católica – AICA, que, por sua vez, era dependente do Arcebispado de Buenos Aires e da Unión Acatólica Latinoamericana de la Prensa - UCLAP. Tratava-se, portanto, de uma iniciativa oficial da hierarquia católica e que deveria servir como centro irradiador do noticiário a ser transmitido ao mundo católico e à sociedade em geral.  Ao longo dos anos, com a modernização dos meios de comunicação, a Agência passou a recolher informações de outras Agências informativas e na atualidade continua sendo um importante instrumento na difusão das atividades do Episcopado argentino.
No momento do seu lançamento a iniciativa se relacionava com a experiência histórica imediata, aquela que se encerrara em outubro do ano anterior com a queda de Juan Domingo Perón, contra o qual a Igreja tanto havia se confrontado durante o ano de 1955 e que foi alcunhada por monsenhor Franscesch, o legendário editor da Revista Critério, como La Restauración[7]. Era exatamente isso que o Episcopado objetivava com a nova Agência informativa que, segundo a Carta Pastoral lançada em outubro de 1955, seria fundamental para a construção da unidade dos católicos, algo que havia sido brutalmente atingido durante o último período peronista[8].
A AICA e seu boletim tinham como missão a conformação de uma rede informativa em torno da qual os católicos e o clero, em particular, se uniriam na busca da cristianização daquela sociedade que, segundo os católicos, havia sido tão fortemente ofendida pelo suposto laicismo presente no peronismo.
Em 2006, por ocasião dos festejos pelos cinquenta anos do lançamento da Agência, o atual arcebispo de Buenos Aires e presidente da Conferência Episcopal Argentina - CEA, cardeal Jorge Bergoglio, exaltou a importância daquela iniciativa ao enfatizar o “lugar en la Historia” que a AICA havia ocupado ao longo do processo de afirmação do catolicismo argentino e os desafios enfrentados ao longo do tempo.
Na realidade a iniciativa que o Episcopado argentino havia tomado em 1956 era inovadora, uma vez que somente em 1963, por ocasião do Vaticano II, o papa iria convocar
“Todos los hijos de la Iglesia, de comum acuerdo, tienen que procurar que los    medios de comunicación social, sin ninguna demora y con el máximo de enpeño, se utilicen eficazmente en las múltiplas obras del apostolado.”
Essa emergência não significava que até então a Igreja Católica universal não havia se utilizado da imprensa, falada e escrita[9], para suas tarefas evangelizadoras, mas foi a partir da década de 1950, com a instrumentalização das ciências sociais[10], que os processos modernizadores foram implementados no cotidiano do trabalho pastoral. No caso da Igreja na Argentina, tão fortemente conservadora, aquela iniciativa pioneira poderia causar espanto, mas os embates políticos enfrentados desde o início do século com os projetos liberais talvez lhe tenham dado consciência da necessidade de construir instrumentos pedagógicos que lhe possibilitassem constituir aquilo que tem sido chamado de mito da nação católica[11].
A construção desse mito no início dos anos de 1930, propiciada pela derrota liberal, permitiu ao Episcopado argentino se aproximar do Estado apesar dos conflitos gerados no último período peronista[12]. Em 1955 os católicos se uniam aos liberais, comunistas e socialistas para derrotar o que lhes era apresentado como o inimigo da nação católica, o peronismo[13].
Todavia, o aparente consenso construído naquele momento se desfez com a explosão popular ocorrida logo após o golpe contra Perón e levou parte do clero e, particularmente os jovens, alguns ainda seminaristas, a questionar todas as referências políticas que haviam recebido dentro da estrutura da Igreja. Para muitos era particularmente assustador percorrer os bairros pobres das cidades onde, em contraste com a euforia das classes altas, a população chorava a queda daquele que identificava como sendo seu protetor.
Foi, portanto, nessa conjuntura, quando se iniciava o desmoronamento da aparente coesão do mundo católico, que a AICA e seu boletim foram lançados. Como já dito, tratava-se de criar um instrumento informativo que pudesse disciplinar as hostes católicas e particularmente unir o clero em torno dos seus bispos. Fazia-se necessário uniformizar as informações que deveriam chegar ao mundo católico onde já iniciava o surgimento de novos conflitos potencializados pelo processo que levaria ao Concilio Vaticano II.
III - A Igreja Católica na Argentina e o Concilio Vaticano II
O processo de encontro da Igreja Católica universal com a democracia liberal estava em curso desde 1944, quando o papado, em sua radiomensagem natalina, anunciava que o integrismo deveria ser substituído como orientação central da Igreja. Com a derrota dos países do eixo era o momento da Igreja mudar suas alianças e, com o apoio dos Estados Unidos, começou, em vários paises europeus, o processo de organização dos partidos democratas cristãos como instrumentos eficazes de combate ao comunismo. Esse foi o eixo em torno do qual o episcopado latino-americano passou a se organizar a partir da década de 1950 e nas décadas que se seguiram imediatamente à revolução cubana. Antes da sua morte, em outubro de 1958, o papa Pio XII já havia convocado a América Latina para formar um bloco católico que defendesse o continente do comunismo que, segundo ele, era o mal que estava assaltando o continente[14].
Naquela conjuntura foi muito bem vinda a ajuda da Igreja Católica norte-americana que, a partir de 1962, se articulou com a política da Aliança para o Progresso incentivando os partidos democratas cristãos do continente, particularmente no Chile, a implementar reformas no campo como forma de derrotar o comunismo.[15]  Em 1958, com a morte de Pio XII, assumiu o trono de Pedro o papa João XXIII que, após três meses de papado, convocou o Concilio Vaticano II; no entanto, este só foi aberto em 1962. Apesar do pouco entusiasmo com que o Episcopado argentino respondeu à  convocatória conciliar, esse processo teve repercussões inesperadas no meio católico daquele país levando, inclusive, ao surgimento dos Sacerdotes para o Terceiro Mundo e o comprometimento de um número expressivo de católicos e de padres e freiras nas lutas sociais que marcariam a Argentina nas décadas seguintes[16].
As conclusões conciliares que supunham o abandono das concepções tomistas sobre as quais a Igreja argentina havia se estruturado desencadearam uma crise sem precedentes no campo católico tão marcado por essa tradição. O Episcopado argentino, tido como um dos mais tradicionalistas do continente, quase em sua maioria, havia sido formado no clima anti liberal da década de 1930 e continuava sendo animado pelo espírito de conquista que marcou aqueles tempos. Para eles a Igreja era um corpo perfeito e fazia-se necessário restaurar tudo em Cristo.
Somente alguns bispos recém designados entendiam que se fazia necessária uma renovação pastoral através de uma nova abordagem nos estudos teológicos e, para tanto, promoveram organizações que permitiam a participação de sacerdotes e laicos na vida interna das suas dioceses. Além de entenderem que era fundamental introduzir novas abordagens litúrgicas e pastorais como forma de sedimentar outras relações da Igreja com a sociedade, as dioceses onde esses bispos viveram experiências inovadoras, não por acaso, eram dioceses recém-instaladas[17]. Em alguns institutos e centros de estudos foram introduzidas metodologias e abordagens teóricas oriundas das ciências sociais, propiciando o surgimento de diferentes possibilidades.[18]
No entanto, prevaleciam no poder da Igreja aqueles setores mais tradicionalistas, muitos ordenados em 1934, logo após o Congresso Eucarístico Internacional, e que permaneciam fieis ao ideário da ‘nação católica”. Tais bispos compartilhavam o poder com aqueles  que entendiam que as mudanças deveriam ser graduais de forma que pudessem ser realizadas sob a supervisão da hierarquia. Quase todos eram arcebispos e estavam à frente das dioceses mais importantes. Dos onze arcebispos que compunham a comissão permanente do Episcopado, em 1962, oito tinham mais de 65 anos. Foi em algumas dessas dioceses que se produziram os conflitos mais graves entre a autoridade episcopal com o clero e com os  militantes laicos.
Muitos analistas têm se debruçado sobre esses conflitos e, de maneira sintética, apresentaremos a seguir um painel sobre esses debates baseado na obra de Martin Obregón[19]. Segundo esse autor as primeiras análises sobre as relações da Igreja com o Estado e a sociedade tiveram como perspectiva analítica a chamada Teoria da Dependência, foram iniciadas logo após o Concílio Vaticano II e se mantiveram como referência até  meados dos anos de 1960. Tais análises criticavam as estruturas tradicionais da Igreja enfatizando a potencialidade das mudanças existentes no seu interior e, com isso, formulavam uma crítica à lógica que subordinava a mensagem evangélica e as necessidades dos fieis aos interesses corporativos da instituição[20]. Para esses analistas os temores da Igreja em relação à possibilidade de perder seus privilégios se manifestavam internamente a partir do princípio da autoridade e externamente com o apoio aos poderes estabelecidos. Para os autores que adotaram essa perspectiva, os conflitos gerados entre a hierarquia e os setores dissidentes foram tomados como um “choque entre consciências e estruturas”.
Para outros analistas os conflitos surgidos no período pós-conciliar surgiram do contato entre diferentes setores católicos, particularmente aqueles que militavam em movimentos sociais, sobretudo no meio operário, e cujas posições rapidamente se radicalizaram naquele período. Nesse cenário destaca-se o movimento Sacerdotes para o Terceiro Mundo e os principais estudiosos desse fenômeno são Gustavo Pontoriero e Pablo Martín.[21]
Para Lila Caimari[22]
 “(...) la fascinación de los analistas por esta nueva iglesia promotora del cambio social no tuvo sólo consecuencias benéficas para el progreso de los estudios sobre el tema”
porque a supervalorização das potencialidades transformadoras atribuídas aos chamados setores progressistas dessa Igreja terminou obstruindo a realização de pesquisas sobre as alas tradicionais que, do ponto de vista institucional, foram determinantes para as posições que a Igreja desempenhou nos processos políticos que marcaram as décadas seguintes.
Nessa perspectiva, Jorge Soneira[23] apresenta uma importante resenha sobre as diferentes estratégias construídas pela hierarquia católica desde o final do século XIX até 1976. Tais estratégias foram fundamentais para que a instituição mantivesse ou expandisse sua influência sobre determinados âmbitos da sociedade argentina. Segundo esse autor, desde os anos de 1920 tais estratégias foram acompanhadas por um rígido controle sobre aqueles setores intermediários. Soneira assinala ainda a existência de fatores ideológicos ao apontar as principais correntes de pensamento que influenciaram as diferentes etapas da história da Igreja na Argentina. 
Outro autor, Rubén Dri,[24]  realizou vários trabalhos que nos permitem apreender as relações da Igreja católica com os diferentes setores sociais. Para esse autor a dimensão ideológica fortemente antidemocrática dessa igreja é fundamental para que possamos compreender as coincidências programáticas existentes com os militares. Suas conclusões são similares às de Mignone[25] para quem a hierarquia católica aderiu majoritariamente ao regime e, dessa forma, se furtou a defender os direitos humanos e isso foi possível pelo processo histórico marcado pela interdependência entre Igreja e Estado, que permitiu a criação de um substrato ideológico comum.
Para Arturo Fernández[26], em sua análise sobre as relações da Igreja com os sindicatos no período que vai de 1976 a 1987, a adesão do Episcopado ao regime militar se deu graças às necessidades pertinentes à institucionalização religiosa, isto é, a necessidade de conseguir, através da repressão, disciplinar os setores dissidentes. Esta necessidade explicaria o processo de endireitizacão ocorrido com o episcopado onde os setores conservadores e moderados aceitaram a liderança dos integristas que compartilhavam o essencial dos postulados predominantes nas Forças Armadas. Nesta perspectiva Fernández matiza as diferentes posições existentes dentro do episcopado diante do regime militar a partir de uma análise sócio-política que aponta a existência de setores conservadores, ultraconservadores, modernistas e progressistas. Acrescenta ainda que na Argentina a Igreja conseguiu aumentar sua influência graças às suas relações históricas com governos militares de diferentes matizes ao invés de prestigiar a formação de um partido social cristão. Afirma ainda que a Igreja vem mantendo em seu interior estruturas de poder que facilitam a ausência de governos democráticos e que esta prática reproduz o sistema de dominação intra-elites.
Para Loris Zanatta[27], que analisa as relações da Igreja com o peronismo, a formação de um bloco clérico-militar foi um dado destinado a transformar-se em uma referência fundamental para a compreensão da história política argentina. Para ele este bloco ideológico terminou por definir a nacionalidade a partir de um conjunto de elementos onde o catolicismo ocupava papel central.
Por fim, faz-se necessário citar o importante trabalho de Martim Obregón, para quem, após a análise dos documentos episcopais e das declarações públicas dos bispos argentinos, pode-se afirmar que a hierarquia católica manifestou uma adesão global ao regime militar que ocupou o poder em março de 1976[28]. Para este autor as razões para tal adesão derivam de questões estruturais, entre as quais as afinidades ideológicas entre Igreja e Forças Armadas, construídas nas primeiras décadas do século XX, e que tiveram como pilar a identificação entre nação e catolicismo. Por outro lado, a existência de um conflito entre esta Igreja e a democracia é vista como ameaça às hierarquias naturais da sociedade e, como tal, propiciadora da penetração das ideologias de esquerda.
Estas questões se superpuseram ao clima de radicalização política, social e ideológica presente naqueles anos e à crise instaurada no interior da própria Igreja a partir dos anos de 1950 e radicalizada após o Concilio Vaticano II, a Conferência dos Bispos Latino-americanos realizada em Medellín, em 1968[29], e particularmente após a Conferência dos Bispos Argentinos, realizada em São Miguel em 1969. Esse encontro dos bispos argentinos, ocorrido em abril, tinha como objetivo atualizar a reflexão católica na Argentina a partir do encontro de Celam, ocorrido no ano anterior, e seus resultados foram entendidos como sendo influenciados pelo marxismo. Para os bispos argentinos o trabalho pastoral não deveria ser centrado nas questões sociais. O documento final, onde os bispos argentinos se comprometiam com os fundamentos de Medellín, foi fruto de intensa controvérsia e muitos bispos a ele se opuseram. O documento foi redigido sob a direção de Monsenhor Alberto Devoto, bispo de Goya, em contraposição às posições de Monsenhor Tortolo, vigário castrense e futuro presidente da Conferência Episcopal Argentina, e teve como redatores assessores laicos comprometidos com os Sacerdotes para o Terceiro Mundo. Nesse momento a fissura dentro o episcopado estava clara e o sentido de autoridade e obediência  em questão.
Estas contradições se aprofundaram ao longo dos anos em que as lutas sociais foram se intensificando até chegar o momento em que Perón retorna à Argentina e morre.  Era hora dos militares retomarem o poder para exterminar qualquer possibilidade de sobrevivência de todo e qualquer potencial opositor. Era hora da regeneração em Cristo!
III - Narrativas legitimadoras
A imprensa católica jogou um papel essencial no aprofundamento da crise e na legitimação da intervenção militar.  Durante o primeiro semestre de 1975 as páginas dos boletins da AICA foram dedicadas às homilias e às declarações de um conjunto de bispos que se referiam insistentemente à “crise moral” que, segundo eles, se apresentava sob diversas formas e que demonstrava um “oscurecimiento de los valores más nobles del espíritu, que consituyen y configuran el alma misma de la pátria”.[30]
Na realidade a “militarização” do integrismo católico se evidenciava desde 1975 quando os setores tradicionalista do Episcopado[31], particularmente monsenhor Tortolo e Bonamim  figuras centrais do Vicariato Castrense, passam a atuar abertamente na campanha favorável à intervenção das Forças Armadas.
E sintomática a homilia pronunciada por monsenhor Bonamim, em 23 de stembro de 1975, onde ele afirmava que “quando hay derramamiento de sangre hay redención”, para logo assegurar que “Deus está redimiendo, mediante el Ejército, a la nación argentina”.[32]
Os últimos números do ano de 1975 repercutiam as mensagens dos bispos pronunciadas por ocasião das festas natalinas e relacionadas com a situação política que havia se agravado com o aumento da violência que se abatia sobre católicos e até mesmo sobre sacerdotes. Nesse sentido é interessante analisar a mensagem de monsenhor Vicente Faustino Zazpe, bispo de Santa Fé, um dos prelados que haviam apoiado as resoluções do Concílio e das conferências do Episcopado latino-americano. Em sua mensagem afirmava que a data era oportuna para que fossem analisados “acontecimientos nacionales” que “parecen aconsejar una reflexión de ciertos problemas - con minusculas - que podrian convertirse en problema - con maiuscula” [33].
Monsenhor Zazpe se referia “a las tensiones en el âmbito de lo político entre alguns miembros de la Iglesia, las Fuezas Armadas, la policia y el gobierno”.
Para ele
“en los últimos dias ha surgido una serie de situaciones conflictivas: en Formosa el señor bispo y sus sacerdotes han dejado la celebración de la Santa misa en señal de protesta; en Neuquén el conflicto ha tenido como vocero monseñor De Nevares y el general Buassi; en Córdoba, La Rioja e San Nicolas de los Arroyos fueron detenidos algunos sacerdotes; en varias partes del país ha producido un estado de alerta sobre parroquias y casas religiosas de concorrência juvenil”[34].
Segue advertindo que
“En nuestra diócesi de Santa Fé se ha proibido al capellán de la carcel de Coronda celebrar la Santa misa por los detenidos de presunción subversiva. Hasta el momento ‘el sangre no há llegado ao rio’, y esperamos que no lllegue pero sera prudente - como en medicina - prevenir antes que curar; sobre todo en el campo religioso tan resbaladizo, y onde lo imprevisible y lo imponderable pueden producir situaciones poco menos insolubles”[35].
Para monsenhor Zazpe
“El proceso político de la nación está empedrado de dificuldades que afectan a dimensiones vitales de la comunidad. Y algunas ya han rozado las instituiciones basilares del país. Las conocemos y es el momento de reiteralas denuncias que han formulado desde la oposición tanto frontal como moderada y aceptadas por el mismo oficialismo. Lo importante ahora  es precaver la possibilidad de um nuevo detonante”.[36]
Apesar de denunciar a atuação do aparato repressivo, o bispo termina por cobrar ainda mais repressão advertindo que
“Las Fuerzas Armadas han tomado el problema de la seguridad en sus manos y han comenzado una acción incomprensiblemente demorada hasta el momento. Recién en febrero se ordenó al Ejército intervenir em Tucumán, pero hasta octubre no se habia reconocido todavia de manera formal y sin limitaciones la participación de las Fuerzas Armadas en tal lucha antisubversiva. En la atualidad el problema ha desbordado las fronteras tucumanas y cubre parte del país. El salvajismo criminal de unos y la impunidad exasperante de otros constituyen nuestra historia cotidiana. El quadro parece escapar a los controles fundamentales y a cualquer coerencia explicativa o justificativa”[37].
Ao longo desse processo é interessante atentar para as mensagens de outros bispos que, como monsenhor Zazpe, haviam se comprometido com a renovação da Igreja na Argentina, como é o caso de monsenhor Angelellli para quem
“La paz no es represión; no es fruto del miedo; no es fruto de componendas; no se realiza sin el hombre y sin justicia; sin encuentro. Se la construje; no es passividad ni conformismo’.[38]
Contudo, nesse boletim de oito de janeiro de 1976, o bispo de Jujui, monsenhor José Miguel Medina, ao denunciar o que ele chamava de “errores e mentiras”, aponta os culpados
“(...) son los que median en la injusticia y los que contentan con sola injusticia, y los ambiciosos insaciables, los que no amam  (…)  que la paz es fruto del amor y el ódio corrompe al pueblo. Son culpables los que están al margen del derecho, al margen del orden querido por Dios en Cristo”. [39]
Explicita ainda mais quem são culpados
“(...) los padres que no educan, los docentes que envenenan las mentes inexpertas, los cristianos no comprometidos, los eclesiales predicadores marxistoides... La situación es compleja, mui perniciosa y profundamente peligrosa”.[40] 
E, na opinião do bispo, “la solución, por lo tanto, no puede ser exclusivamente terrena, ni angelicamente celestial”. A solução estava onde? A resposta aparece nesse mesmo boletim com o comunicado da Comissão Arquidioseana de ‘Justicia y Paz’ de Mendoza que, ao denunciar a escalada de violência, afirmava que naquele momento era necessário “valorar el sacrifício de los agentes del orden publica” para “ atajar el mal no bastan las mediendas represivas” porque “hay que buscar un acuerdo”[41].
Ainda nesse mesmo numero o boletim publica integralmente a mensagem[42] de monsenhor Antonio Quarracino, bispo de Avellaneda e mais tarde de La Plata, outro bispo que havia apoiado as resoluções do Vaticano II, e o comunicado do Episcopado de Concepción exortando a necessidade de medidas urgentes. Não se referiam à violência da famosa Tríplice A[43], nome sob o qual agiam os grupos armados articulados pelas Forças Armadas, de segurança e pelo ministro do Bienestar Social, Lopez Rega[44]. A violência a que os bispos se referiam era a dos grupos de extrema esquerda que, segundo a historiografia recente, naquela conjuntura já estavam militarmente derrotados, e aos movimentos sociais que desde o início da década haviam se reorganizado para combater a ditadura de Juan Ongania[45] e que, em 1973, com a volta de Perón, se sentiram fortalecidos particularmente nos enfrentamentos laborais.
Nessa mesma edição de oito de janeiro, o destaque é a peregrinação militar a Roma por ocasião do Ano Santo. Tal notícia valorizava o trabalho do Episcopado Castrense e, ao mesmo tempo, enfatizava o papel dos militares como guardiões da nacionalidade. Por ocasião da Jornada Mundial pela Paz, celebrada no dia primeiro de janeiro, o arcebispo de Córdoba, cardeal Francisco Primatesta, dirigindo-se à população através do rádio e da televisão, também clama por um acordo. Essa também é a mensagem de monsenhor Angelelli[46], bispo de La Rioja, que, como já dito, desde os anos de 1950 havia se comprometido com as lutas sociais.
O fato de ser publicada nesse momento a mensagem desse bispo pode indicar que ainda não havia um consenso sobre o que deveria ser um processo de negociação para se alcançar a paz. Mais tarde, o silêncio com que o Episcopado recebe a morte - por um presumido acidente automobilístico - desse bispo pode também ser tomado como um indicativo de que, a partir da deflagração do golpe, em março de 1976, não havia mais espaço para aqueles que não se alinhassem totalmente com os militares golpistas.
Nesta perspectiva, a mensagem de monsenhor Vicente Zazpe, bispo de Santa Fé e outrora considerado um bispo renovador, parece mais articulada com aquilo que será a orientação que prevalecera ao longo do período que se avizinha. Para ele
“(...) este ano de 1976, la jornada - aunque mundial - parece pensada para la Argentina. Nuestro quadro nacional es desolador y los puntos de referencia no ofrecen muchas alternativas de llegar a la paz. En esta ultima semana se han multiplicado los llamados a la ciudadania ante uno peligro imediato y quizas invitable”[47].
E vai além
“(....) En la consciencia de la comunidad pátria... se há llegado a la certeza de que estamos frente a decisiones definitivas y que la paz pierde rapidamente el pequeno margen de posibilidad que hasta ahora habia retenido. Estas jornadas deben reter la resonancia de una clarinada para poner a la pátria a un único e definitivo dilema: paz profunda o destrucción profunda; paz estructurada o destrucción estructurada; paz imediata o destrucción imediata. La sentencia sanmartiniana recobra um inédito sentido: la Argentina será lo que debe ser en la paz o non será Argentina”[48].
Outro bispo também considerado renovador no período anterior, cardeal Raul Primatesta, cardeal de Córdoba, em conferência à imprensa repercutida no boletim, afirmava que o ano de 1976 não seria fácil porque
 “(...) Hay mucha  muerte en la Argentina, lo que es una ofensa a Dios... Entonces Dios puede ordenar las rotas. Dios va a defender su criación. Va a defender el hombre, pero puede ser que el remédio sea duro también, porque la mano izquierda de Dios, dicen por alli, paternal, pero puede ser pesada”.[49]
Este era o tom em torno do qual o Episcopado argentino analisava a conjuntura e profetizava o futuro.  No ano anterior, o bispo de La Plata, monsenhor Antonio José Plaza, já havia formulado severas críticas ao governo constitucional de Isabelita onde, segundo ele,
“(...) no hay timón en la nave del Estado que, prudente y com firmeza, ponga remédio a esta situación. El gobierno há marchado a la deriva, expuesto a la improvisación y a ejendez de sus dirigentes; la ausência de autoridade el mal ejemplo dado desde arriba fomentando el desorden y el peculato. Pocas veces se ha visto un espetáculo tan impudico de corrupción en los poderes públicos; el delito comum, los raptos y los asasinatos son secuelas de la imoralidad institucionalizada”[50].
Monsenhor La Plaza prosegue afirmando que
“(...) en este contexto de escândalo, desorden y violência, las Fuerzas Armadas han asumido la perigrosa y abnegada misión de combater la subversión y de dar una imagen de austeridad ante la falta de ella en los círculos civiles”.
Porém
“(...) en esta patriótica tarea que incumbe a sua alta misión de defender la nacionalidad y la paz amenazadas por la cobarde, se contradice con la responsabilidad de los dirigentes políticos y se prejudica por la falencia del poder”.
Todavia
“(...) las Fuerzas Armadas solamente pueden reprimir en el campo militar y de seguridad, pero no pueden en la supresión de las causas ecónomicos-sociales, politicas e morales de la violência...”.[51]
E para matizar a posição ideológica a partir da qual a Igreja se posicionava diante das questões nacionais dizia que
“(...) Seria el caso de Chile. Durante el gobierno de Salvador Allende el Episcopado en memorables documentos denunció las violaciones flagrantes del marxismo y en la actualidad ha entrado em conflicto con la junta militar por algunas extralimitaciones de ésta. La Iglesia no há variado su posición respecto del ateo y materialista, pero insiste também en que la doctrina social católica promove y exige profundos cambios en el ordenamiento social y que por lo tanto no todos los cristianos con inquetudes de este tipo son marxistas disfrazados, idiotas útiles o enrolados em  la  subversión”.[52]
Monsenhor La Plaza referia-se à prisão de alguns padres e afirmava que
“(...) En orden a los presos políticos, la Comisión Ejecutiva del Episcopado por médio de su Presidente há solicitado a los cuatro ministérios sucesivos del interior que se aceleren los procesos que corespondan a la Justicia Federal y el Poder Ejecutivo, y no lo hecho por impulso una senda misericórdia de cumplicidad que exige dictamen acelerado de inocencia o culpabilidad, com absolvisión o condena”.[53]
Referia-se à grave crise que envolvia parte do clero, inclusive com a prisão de alguns padres. Tais prisões já haviam sido denunciadas pelo bispo de Goya, Monsenhor Alberto Devoto :
“Al escribirles esta carta, no puedo menos que ser consciente de los dificiles momentos que atraviesan hoy la iglesia local, al igual que otras del pais. Por diversos médios, ustedes se han enterado de la detención de los Padres Jorge Torres y Diego Orlandini, que fieran puestos em libertad al cabo de 11 dias. El procedimientose hizo em base a denuncias e informaciones”.[54]
É interessante salientar que tais denúncias cessaram após o golpe de março de 1976, quando as portas do Episcopado se fecharam para as famílias dos milhares de desaparecidos políticos sendo que entre eles se encontravam centenas de membros da Igreja, inclusive padres e bispos.
O chamamento à autoridade das Forças Armadas, presente na fala de La Plaza, se explicita nas declarações de monsenhor Banamin para quem este “es um año para no olvidar” porque
“(...) La pátria rescató en Tucuman su grandeza, mancillada en outros ambientes, renegada en muchos situales, y la grandeza se salvó en Tucuman por el Ejército Argentino” [55].
Na homilia, realizada na capela Stela Maris do Vicariato Castrense, em homenagem a um grupo de militares mortos, em 1974, em um suposto acidente aéreo, e com a presença do então comandante do Exército, Rafael Videla, e do chefe do Estado Maior, Roberto Viola, monsenhor Banamin vai ainda mais longe ao afirmar que
“(...) Dios nos livre de olvidar el año de 1975... Estaba escrito, estaba en los planos de Dios que la Argentina no debia perder su grandeza, y la salvo su natural custodia: el Ejército. El  argentino debe tener la vocación homérica de alimentarse con el túetano o la medula de leon...”[56]
Agrega ainda que “(...) que sea del soldadito, que sepa del general, y sepa del teniente, y de todos aquelles cujas gestas deben quedar en algún folheto o libro para ensenanza de este pueblo”.
Referindo à ação do Exército em Tucuman, expressa que
“(...) la oración há salido purificada de los cerros tucumanos, y la religión se ha impreso también en todo el pais, advertió que la lucha antisubersiva es uma lucha en defensa de la moral, de la dignidad del hombre; es en defintivo, una lucha en defensa de Dios. Hasta el enemigo se encargo de hacerlo comprender reservando sus ataques más aleosos por deplelgar los en dias de la crina del nino de Belén”.[57]
Era evidente o clima de cruzada que havia se apoderado do Episcopado argentino. No dia seguinte ao golpe militar, monsenhor Tortolo lançava um chamamento à cooperação positiva no que ele entendia como sendo o começo de um processo de restauração do espírito nacional. No dia 30 de março, seis dias após a tomada do poder pelos militares, a hierarquia católica se fez presente no ato de posse do general Videla e, ao longo do mês de abril, a presença de bispos na sede do governo foi frequente.
Por ocasião da Páscoa a maioria dos bispos manifestou seu apoio através de cartas pastorais e homilias que, em muitos casos, eram transmitidas para toda a população através de cadeias nacionais montadas pelas estações de rádio. 
Nesse contexto, as palavras de monsenhor Aramburu, arcebispo de Buenos Aires, proferidas na catedral, adquirem importância especial porque enfatizavam que a história estava agora nas mãos do povo argentino e que não mais seria possível haver desentendimentos ou negar seu apoio. E declarava sua animada confiança a respeito do futuro do país e que, tal esperança, deveria ser compartilhada por todos. Fazia-se necessário, portanto, estar disposto a participar e a colaborar para alcançar o bem comum que a Argentina tanto necessitava[58].
Esse era o tom das diferentes manifestações dos bispos. Para uns o entusiasmo se devia à presença dos militares no poder e, para outros, era a possibilidade de reconstrução da ordem e o redescobrimento do sentido do dever.
A adesão se estendia à Santa Fé, especialmente pela ‘vocação cristã’ do novo governo, e essa satisfação foi transmitida, no dia 21 de março, ao representante dos militares junto ao Vaticano.[59]
Conclusão
A Igreja Católica na Argentina tem sido acusada pelos organismos que naquele país lutam contra a impunidade, como um dos atores envolvidos, ainda que como força auxiliar, na violência implementada pelo Estado, e que teve como resultado milhares de assassinatos políticos.
A Igreja Católica na Argentina, diferente das igrejas católicas de outros paises do Cone Sul, não tem se preocupado em construir outras narrativas sobre a sua atuação naquele cenário político, em que vem sendo alvo de tantas acusações. A pesquisa que ora apresento na realidade corrobora ainda mais para que tais acusações sejam ainda mais severas.  Não se trata evidentemente de um julgamento moral, mas sim de uma tentativa de compreender como aquela Igreja pode se calar diante do assassinato de bispos, padres, e até mesmo de centenas de militantes católicos que faziam trabalhos pastorais. Muito tem sido escrito sobre os antecedentes históricos que levaram a este posicionamento, mas, ao buscar os elementos empíricos presentes naqueles boletins semanais, argumentos teológicos em torno dos quais o Episcopado buscava legitimar seus alinhamentos políticos, evidencia-se o caráter autoritário com que a sociedade era pensada e a arrogância com que o sofrimento das pessoas era tomado.  Sobretudo, o caráter disciplinador com que o processo era analisado e a permanente tentativa de construir um consenso em torno do apoio católico ao golpe militar.
De resto, em consonância com vários estudiosos sobre o tema, ao longo da pesquisa foi possível constatar que muitas das conclusões destes autores se confirmaram. A primeira constatação possível é de que ao longo do período o boletim buscou, em primeiro lugar, criar uma opinião de que o país vivia em absoluto caos por conta da ausência de autoridade e da evidente corrupção. Em segundo lugar, apresentar as Forças Armadas como a única instituição capaz de salvar a nação em consonância com os fundamentos morais apregoados pela Igreja e, em terceiro lugar, demonizar toda e qualquer oposição ao regime militar que se instaurou a partir de 24 de março e condenar qualquer gesto de oposição que pudesse surgir no mundo católico, seu alvo prioritário.
Notas
[1] - AICA - Ano XX - n. 994 de 08/01/76, p. 24.
2 - Mignone, Emilio. Iglesia y dictadura.  2, ed.. Buenos Aires: Colihue, 2006, (Ediciones del Pensamiento Nacional), p. 25.
3- Verbitsky, Horacio. La última batalla de la tercera guerra mundial. Buenos Aires: Editorial Legasa, 1984, p.15. Citado por Mignone, op. cit, p.25.
4 - O primeiro número foi publicado em junho de 1956.
5 - Com raras interrupções, Don Miguel Woites tem sido o diretor da AICA até os dias atuais. Nasceu em  1928 e foi militante da Juventude Operária Católica, tendo sido seu presidente em 1949. Em 1986 a Santa Sé  o designou Cavalheiro Comendador de San Gregório Magno. Homenagens feitas pelo Episcopado argentino por ocasião dos 50 anos da Agência podem ser lidas no site  www.aica.org.
6 - Revista Critério. Ano XXVIII, n. 1.247, de 10 de outubro de 1955, p. 818.
7 - Idem.
8 - São famosas as radiomensagens transmitidas pelos papas Pio XI e Pio XII.
9- Carozzi, Maria Julia y César Cesarini Cernadas.(coord.) Ciências sociales y religión en América Latina. 1.  ed. Buenos Aires: Biblos, 2007.
10- Zanatta, Loris. Del Estado liberal a la nación católica. Iglesia y ejército en los orígenes del peronismo, 1930 -1943. I ed. Universidad Nacional de Quilmes, Buenos Aires, 1996.
11- Bianchi, Susana. Catolicismo y liberalismo - Religión y Política en la Argentina - 1943-1955. Buenos Aires: Trama Editorial/ Prometeo, 2001. Caimari, Lilá. M. Perón y la Iglesia Católica. Religión, Estado y sociedad em la Argentina (1943-1955). Buenos Aires: Ariel Historia, 1994.
12 - Sobre as idéias e redes intelectuais no período ver Terán, Oscar. História de las ideas en la Argentina – Diez lecciones iniciales, 1980 -1980. Buenos Aires: Siglo Veintiuno Editores, 2009, p. 227-280.
13- Discurso a los rectores de los seminários mayores reunidos en Roma del 20 al 27 de septiembre de 1958. BEABA, año I, n. 11, noviembre de 1958, p. 141. Citado por Verbitsky, Horacio. La violência evangélica. Buenos Aires: Editorial Sudamerica, 2008. Tomo II.  p. 383.
14 - Kallas, Ana Lima. A paz social e a defesa da ordem: a Igreja Católica, o governo Allende e o golpe militar no Chile. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-graduação em História Social da UFRJ, 2008.
15 - Touris, Claudia. “Religón y mundo obrero em la Argentina posperonista”. In: http:/religargrupo.blogspot.com/
16 - Entre 1957 a 1961 foram criadas 25 novas dioceses.
17- Particularmente na Faculdade de Teologia da Universidade Católica, no Seminário de Villa Devoto, onde  se destaca a figura do teólogo Lucio Gera, e na Revista Critério, naquele momento dirigida por Jorge Megia.
18- Análise realizada a partir do trabalho de Obregón, Martin. Entre la cruz y la espada - La Iglesia Católica Durante los primeros años del “Proceso”. 1. ed. Bernal: Universidad Nacional de Quilmes, 2005.
19 - Entre outros podemos citar: Mayol, Alejandro; Arturo, Norberto y Armada. Los católicos posconciliares en la Argentina. Buenos Aires: Galerna, 1970; Gera, Lucio y Rodriges, Melgarejo. Apuntes para una interpretación de la Iglesia en Argentina. Montevideo: MIEC-JECI, 1970.
20 - Portoriero, Gustavao. Sacerdotes para o terceiro mundo: “el fermento en la masa”, Buenos Aires: CEAL, 1991; Martin, Pablo. Movimento de Sacerdotes para o Terceiro Mundo. Un debate argentino. Buenos Aires: Editorial Guadalupe/ Ediciones Castaneda, 1992.
21 - Caimari, Lilá. Perón y la Iglesia Católica. Buenos Aires: Ariel, 1994, p. 16.
22 - Soneira, Abelardo Jorge. Las estrategias institucionais de la Iglesia Católica, 1880-1976. 2. vol. Buenos Aires: CEAL, 1989.
23- Dri, Rubén. Teologia y dominación. Buenos Aires: Roblando, 1987; Processo de la Iglesia argentina. Buenos Aires: Biblos, 1997.
24 - Op. cit.
25 - Fernández, Arturo. Sindicalismo e Iglesia. Buenos Aires: CEAL, 1990.
26 - Zanatta, Loris. Del Estado liberal a la nación católica. Buenos Aires: Editorial de la Universidad Nacional de Quilmes, 1996;
________ Perón y el mito de la nación católica. Buenos Aires: Sudamericana, 1999.
27- Op. cit.
28- No momento em que os bispos latino-americanos se reuniam em Medellín, acontecia a VIII Conferência dos Exércitos Americanos sob o comando do general norte-americano William Westmoreland, que havia regressado do Vietnã. Nessa ocasião Agustín Lanusse propôs a constituição de um sistema interamericano de defesa dentro da OEA como forma de unir a luta com a subversão e como resposta à OLAS, ocorrida em Havana em 1966.
29 - AICA, 08/01/ 1976.
30- Citado por  Martin Obregón, op. cit, p. 50.
31 - Idem.
32- “La Iglesia y las Fuerzas Armadas”. AICA - 992, 24-12-1975, p. 12.
33- Idem.
34- Idem, ibid.
35- Ibid.
36 -Ibid.
37- Suplemento do Boletim. N. 954 de 03-04-1975, p. 24.
38- AICA, Ano XX, n. 944.
39- Idem.
40-AICA, Ano XIX, n. 944, p.16.
41- AICA, Ano XIX, n. 941, p. 5-6; 9.
42 - Organização terrorista que tinha como objetivo assassinar militantes sindicais, estudantis, jornalistas, intelectuais e todos os militantes sociais argentinos e estrangeiros. A Tríplice A matou centenas de pessoas entre os anos de 1974 a 1976.
43- Nudelman, Ricardo, op. cit, p. 23.
44- Nudelman, Ricardo, op. cit, p. 217-218.
45- Bispo que será assassinado pelos militares.
46 - AICA - n. 994  de 08-01-1976.
47- Idem.
48- AICA, Ano XIX, n. 944, p.19.
49- AICA - Suplemento do Boletim n. 996- 22-1-1976, p. 55.
50- Idem.
51 -Idem, idem.
52 -Ibid.
53- Carta de Navidad. Doc. n. 52- Suplemento da AICA- 994 de 12/12/1975, p 10-11.
54- Idem, idem
55- Idem, ibid.
56 -Ibid.
57 - AICA, 29/04/1976.
58 - Loris, Zanatta. “Chiesa e militari in Argentina. La Santa Sede di fronte al colpo de Stato del 24 marzo 1976. Interpretazione storica sulla base di alcuni documenti iniditi”, mimeo.
Bibliografia
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_______.  “Chiesa e militari in Argentina. La Santa Sede di fronte al colpo de Stato del 24 marzo 1976. Interpretazione storica sulla base di alcuni documenti iniditi”, mimeo.
Resumo
O presente trabalho tem como objetivo analisar, através do noticiário publicado no boletim quinzenal da Agência Informativa Católica Argentina – AICA, o aparente consenso construído pelo episcopado argentino em torno do golpe militar ocorrido naquele país em 24 de março de 1976, chamado de El Proceso (Proceso de Reconstrucción Nacional).  Nossa proposta é observar a dinâmica das relações entre a Igreja Católica na Argentina e os militares que tomaram o poder naquela ocasião sob o enfoque do noticiário da agência. Nesse momento nos interessam particularmente os boletins editados no final do ano de 1975 e no início de 1976 e como, através dos mesmos, o Episcopado estudava aquela conjuntura política e suas relações com as Força Armadas.

 Por  Jessie Jane Vieira de Sousa www.rededemocratica.org

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