AGORA LASCOU! PREFEITO EDVALDO HOLANDA JUNIOR PERSEGUE ROBERTO CÂMARA NA REGIÃO METROPOLITANA



Truculência à moda antiga


Blitz Urbana foi usada como milícia armada em abordagem à casa do político de São José de Ribamar. Vítima prestou queixa-crime em delegacia de polícia e irá mover processo contra a prefeitura de São Luís.  

Por Fernando Atallaia
Da Agência Baluarte
atallaia.baluarte@hotmail.com 


O político de São José de Ribamar, Roberto Câmara, do mesmo partido do prefeito de São Luís, Edvaldo Holanda Júnior (PTC) ainda não conseguiu livrar-se do trauma que vivenciou na última terça-feira (14) quando viu sua casa invadida por membros da Blitz Urbana da capital, autarquia pertencente à Secretaria de Urbanismo e Habitação da prefeitura de São Luís. 

Segundo a ocorrência policial registrada na 9ª delegacia de polícia do bairro São Francisco, cerca de três membros da Blitz adentraram a residência de Câmara sem permissão concedida, o que veio a caracterizar crime de invasão de domicilio. De acordo com testemunhas, os agentes abusaram da autoridade por saberem tratar-se da casa de um político de renome na cidade de São José de Ribamar, o que prontamente foi percebido pelas pessoas que testemunharam o fato, a exemplo do Sr. José Maria Pereira Mendes.

''Eles chegaram logo entrando na casa e empurrando o portão, perguntando é aqui que mora um político de Ribamar chamado Roberto Câmara, ah é aqui que ele mora? Eles entraram fazendo essas provocações e rindo da cara de quem estava presente'', conta Mendes. 

O político de São José de Ribamar Roberto Câmara: casa invadida  pela Blitz Urbana de São Luís e perseguição de Holandinha 


No desenrolar da ''visita''', de acordo com o Boletim de Ocorrência registrado pela vítima, o político pediu aos membros da Blitz Urbana que esclarecessem o que estava ocorrendo e justificassem a invasão de sua  residência com alguma documentação que autorizasse a  entrada dos agentes da Secretaria de Urbanismo e Habitação da prefeitura. Como resposta, de acordo com a queixa registrada, os membros da Blitz Urbana continuaram a invadir ainda mais as dependências da casa já sitiada. Conforme informações obtidas por nossa equipe, Roberto Câmara a partir daí pediu para que os mesmos se retirassem mas não foi atendido, tendo que contê-los de alguma forma. Em número maior, os agentes foram para o embate físico  com a vítima que, segundo o laudo de lesão corporal, foi ferida com instrumento de ação contundente. 


Ainda não era o bastante- Alegando uma vistoria a ser realizada na residência da vítima, a notificação encaminhada pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Habitação-SEMURH ao domicílio invadido data do dia 7 de abril de 2013, sendo que os membros da Blitz Urbana- sem que o proprietário da casa soubesse-, efetivaram a ação no dia 14 de maio. Um erro de procedimento que levou a uma arbitrariedade ainda maior. Já no dia 17(sexta-feira passada) o político de São José de Ribamar teve a casa destroçada por retroescavadeiras sob o comando de mais de 40 homens entre agentes da Blitz Urbana e policiais militares. Na justificativa da ação truculenta, a derrubada de um muro construído por Roberto Câmara como sendo supostamente uma aquisição irregular do patrimônio público. A ação isolada curiosamente não se estendeu a outras propriedades ''invasoras''.   


O prefeito de São Luís, Edvaldo Holanda Júnior, mais conhecido como Holandinha: truculento , ele está  investindo pesado contra Roberto Câmara 

A nossa equipe de reportagem teve acesso a alguns fatos que mostram a ilegitimidade do procedimento da prefeitura de São Luís. Um novo boletim de ocorrência registrado pela vítima  no dia 17 de maio explicita de forma clara a intenção obscura  da Secretaria de Urbanismo e habitação da prefeitura de São Luís em nunca justificar a ação a partir de documentos comprobatórios. Segundo diversas fontes presentes no local  no dia da derrubada nenhuma documentação foi entregue ao proprietário do imóvel que embasasse o que de fato estaria ocorrendo. Segundo apurou ANB Online, a truculência não foi justificada até aqui documentalmente ao notificado. Com exceção de uma notificação fornecida em data retroativa e sem validade. 

Danos materiais e desdem- De acordo com a testemunha Francisco das Chagas da Silva Rego, os membros da Blitz Urbana juntamente com a Guarda Municipal, em momento algum durante o ocorrido( suposta derrubada de muro) mantiveram uma postura impessoal para dá cabo à ação autorizada pela SEMURH, assim como também não fizeram questão de esconder uma certa satisfação pessoal durante o andamento da ação truculenta. '' Eles não mostraram documento algum para o dono da casa, simplesmente começaram a derrubar tudo, muro, portão, tudo, ficavam sorrindo e tirando sarro do que estava acontecendo, parecia que eles estavam se vingando de alguma forma dele(Roberto Câmara), não tem como não pensar em armação ou  perseguição política'', notou Francisco. 

Diante da ação abrupta e danosa, a vítima por mais uma vez procurou a delegacia de polícia e denunciou a reincidente arbitrariedade, que dessa vez foi marcada por requintes  de crueldade psicológica  Além do desdem percebido, o político de São José de Ribamar teve alguns bens materiais como portões e peças publicitárias, destruídos.  


Fato comove e mobiliza população de São José de Ribamar-  O acontecimento causou repulsa e comoção generalizada  na população da cidade de São José de Ribamar e também estranheza aos menos avisados. Na região das Vilas e bairros da Sede o sentimento de solidariedade ao político do município foi geral. A dona de casa e docente Rosa Santos, moradora do Jardim Tropical, foi uma das ribamarenses a abominar o procedimento dos agentes da Blitz Urbana e da Secretaria de Urbanismo e Habitação da prefeitura de São Luís.

''Eu fiquei muito revoltada com essa injustiça que fizeram com ele( Roberto Câmara), ninguém quer ter sua casa invadida sem autorização, isso é crime, e se era para derrubar alguma coisa que mostrasse alguma prova (documento) que ordenasse eles fazerem isso, nós aqui de Ribamar estamos muito tristes com o que fizeram com nosso líder e queremos justiça, esse Holandinha está  saindo um perseguidor e dos grandes, já me disseram que ele está perseguindo ele(Roberto Câmara) porque ele pediu a presidência do partido aqui em Ribamar, porque não derrubaram também os  outros muros? indagou a professora''. 

Em pronunciamento ao repórter Édher Soares da editoria de Cidades de ANB Online, Roberto Câmara fez um desabafo.'' Tenho recebido centenas de ligações da população de Ribamar em solidariedade a esse triste acontecimento, eu e minha família só temos a agradecer ao povo de Ribamar pelo apoio e solidariedade, nunca tivemos problema algum com nenhum governo nem tampouco com órgãos da prefeitura de São Luís, eles notificaram com data errada, armação à cara dura,  eles foram arbitrários do início ao fim em tudo, então perseguição política à luz do dia, é isso? Holandinha e Flávio Dino estão de parabéns e agora eles tem meu repúdio e meu desprezo, pela primeira vez vimos nossa casa invadida de forma rude, criminosa, pela primeira vez na história da minha família uma aberração dessa acontece, é o governo de H com o apoio do comunismo fascista, estamos movendo um processo contra a prefeitura de São Luís e esse sim é legítimo, foi um abalo forte, foi,  mas tudo bem, passou, no dia da derrubada do muro, do meu portão, no dia dos danos moral e material, da zombaria que eles faziam de dois em dois segundos contra mim, um homem sozinho ali, foi o dia que eles zombaram do povo de Ribamar, no dia da minha lesão corporal, no dia de uma multidão de covardes contra um homem só, foi o dia que eles zombaram do povo de Ribamar, esse governo de Holandinha e Flávio Dino não é bem-vindo em Ribamar, um só homem sendo humilhado ali, nesse dia eu só pedi uma coisa, derrubem a casa toda, derrubem tudo  se quiserem mas por favor não derrubem o quarto dos meus filhos, era só isso que eu pedia, era no que eu pensava, porque não foi somente o muro que foi derrubado, não foi só os meus portões, tentaram nesse dia  derrubar nossa honra de cidadão maranhense, ribamarense, quando no dia 7 desse mês eles invadiram nossa casa sem nossa autorização, mexendo em tudo, derrubando tudo, mas hoje já está mais que provado é que nós é que fomos as vítimas dessa atrocidade infeliz, eu só tenho a agradecer à Polícia Civil de nosso estado, aos médicos do IML pela solidariedade e claro principalmente agradecer ao povo de Ribamar que me mostrou através de gestos de atenção, ligações telefônicas, mensagens nas redes sociais o quanto que nós somos fortes nos momentos difíceis, o pior já passou gente, meu muito obrigado de verdade'', agradeceu o político.  

A equipe de reportagem da Agência de Notícias Baluarte tentou contatar o titular da secretaria de Urbanismo e Habitação da prefeitura de São Luís, Felipe Camarão, para obter esclarecimentos sobre o fato, mas até o fechamento dessa matéria nenhuma ligação realizada por nossa equipe havia sido atendida. Em seguida tentamos contatar o coordenador da Blitz Urbana, Sr.  Artur Guimarães  para obter possíveis esclarecimentos sobre a ação empreendida na casa do político ribamarense Roberto Câmara, mas os telefones sinalizavam desligados ou fora de área. 

com informações do ANB Online

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