Governo recorre a energia térmica para abastecer região Nordeste

A falta de chuvas na bacia do Rio São Francisco, onde estão nove usinas que geram energia a partir da força das águas, preocupa os técnicos.

 

Do JN
A falta de chuva vai obrigar o governo a recorrer a energia das usinas térmicas - que é mais cara e mais poluente - para abastecer parte da região Nordeste. É mais um desafio para o sistema nacional - que teve quatro apagões nos últimos 35 dias.
O blecaute de sexta-feira (26) levou o governo a reconhecer uma redução na confiabilidade do Sistema Elétrico Nacional. Agora um novo problema preocupa os técnicos: a falta de chuvas na bacia do Rio São Francisco, onde estão nove usinas que geram energia a partir da força das águas.
O Nordeste atravessa o final do período da seca e a situação dos reservatórios que acumulam água para a produção de energia é crítica. A barragem de Sobradinho, que garante a produção de 90% da energia gerada na região, está com apenas 24% da capacidade.
Com pouca água, foi preciso reduzir a produção das usinas hidrelétricas e acionar as usinas termelétricas. A partir de segunda feira, 40% da energia que o Nordeste consome serão produzidos pelas usinas movidas a gás e a óleo combustível.
O Operador Nacional do Sistema aumentou a participação das usinas termelétricas para evitar que os reservatórios entrem em colapso. No Nordeste, eles estão até 50% mais vazios do que no mesmo período no ano passado.
Mas a energia térmica é mais poluente e muito mais cara do que a hidrelétrica. A conta será paga pelo consumidor. “A conta será paga por todos os brasileiros, independentemente do local onde essa térmica é utilizada. Se for no Sul, no Sudeste ou aqui, isso é rateado por todos os consumidores do país”, afirmou João Bosco de Almeida, presidente da Chesf.
Segundo a Chesf, o aumento só será definido depois que terminar o período de funcionamento das usinas termelétricas.

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