PDT x PDT Resistencia do partido ingressa na justiça contestando apoiar o PTC

Resistência do PDT ingressa na Justiça contestando decisão de apoiar o pré-candidato do PTC
 (THIAGO VELOSO/OIMP/D.A PRESS)
A disputa no PDT agora vai para a Justiça. O partido, que após a morte de Jackson Lago passou a fervilhar por disputas internas, desta vez tem suas divergências sendo resolvidas no Poder Judiciário. O grupo denominado Resistência Democrática entrou com uma ação pedindo a imediata realização da convenção do partido, para que aí se possa deliberar sobre os rumos do PDT no que diz respeito à eleição municipal.

O ex-secretário municipal de Educação, Moacir Feitosa, e também ex-presidente da executiva Municipal do PDT, tomou à frente da Ação da Resistência, que foi primeiramente impetrada na Justiça Eleitoral, passou para duas Varas Cíveis e deve retornar para a Eleitoral. O problema dos reclamantes, é que como o prazo para as convenções está encerrando, o partido pode homologar o apoio à candidatura do deputado federal Edivaldo Holanda Júnior (PTC), contrariando a tese da Resistência, de candidatura própria, e do outro grupo que quer a aliança com o prefeito João Castelo (PSDB).

Moacir afirmou que o Comitê de resistência irá até as últimas consequências contra o direcionamento que Julião Amim e Weverton Rocha têm dado à legenda. O processo foi impetrado na Justiça eleitoral, porém, o titular declarou que a competência era da vara Civil. Lá, o titular afirmou que a competência neste caso era mesmo da eleitoral. "Vamos até onde for possível. Usamos os meios políticos e diplomáticos, mas não conseguimos que eles cedessem. Agora tivemos que ir para a via judicial. O presidente da Comissão Provisória Municipal está tomando decisões sem comunicar ninguém.

Nosso partido é maior e está sendo arrastado por um menor. É triste ver uma pessoa jovem fazendo a política mais atrasada que existe. Ele quer fazer a convenção do jeito dele", afirmou Moacir se referindo a Weverton Rocha, que comanda a Executiva Municipal do PDT.

Caso perca a ação que move na Justiça, o Comitê de Resistência tentará como última alternativa anular a Convenção do partido. Eles alegam que o Regimento determina que a convenção seja realizada dentro do PDT, e não unida a de outro partido, como já está sendo programada a convenção pedetista. Esta deverá ser realizada em um ato conjunto com PTC, PCdoB e PSB. Os Históricos do PDT não querem deixar e planejam nova Ação para anular a convenção.

O presidente do diretório municipal do PDT e deputado federal Weverton Rocha, rechaçou as acusações dos adversários, alegando que estaria descumprindo qualquer r.egra do estatuto pedetista e que os Históricos não participam das reuniões, apesar de serem convidados.

Rocha afirma que eles só sabem o que acontece no PDT depois por não estarem participando, e que sequer cumprem as obrigações partidárias. "Só pode saber o que acontece com o partido, quem participa. Querem nos interpelar judicialmente por algo que não faz sentido. Nossas alianças não só em São Luís, como em todo Estado foram discutidas em plenárias realizadas às claras, não houve nada escondido. Eles não cumprem nem com suas obrigações partidárias. Não há nem recolhimento", afirmou Weverton.

Ele disse esperar a interpelação e tem confiança que seu grupo sairá vencedor. Sobre a convenção ocorrer fora do PDT, Weverton afirmou que em várias outras ocasiões isto já ocorreu e não existe dispositivo no Estatuto obrigando a sua realização.

DE O IMPARCIAL

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Anuncie!