Militares esperam que a greve acabe hoje, após reunião com a governadora





A greve dos policiais militares e bombeiros, que já dura uma semana, pode acabar ainda hoje (30), após reunião entre os grevistas e a governadora Roseana Sarney, hoje, às 15h, na sede da Ordem dos Advogados (OAB-MA). Até que se confirme o fim da greve, a categoria permanece acampada na Assembleia Legislativa


Na noite de ontem (29), houve uma rodada de negociações preliminares, envolvendo o secretário Estadual de Projetos Especiais, João Alberto; o presidente da OAB-MA, Mário Macieira; o presidente da Assembleia, Arnaldo Melo; e representantes do movimento grevista. Dessa reunião, algumas reivindicações dos militares foram atendidas pelo governo, dentre elas a implementação de uma mesa permanente de negociações. “Para nós, é muito difícil negociar com o Governo do Estado, mas essa ‘mesa permanente’ garante que haja reuniões regulares com o governo, a partir do ano que vem, evitando chegarmos a esse ponto novamente”, destacou o cabo Roberto Campos, diretor de articulação política dos militares.

A comissão de militares que participará da reunião de hoje mantém a mesma composição de ontem à noite. O sargento Da Hora, sargento Jean Marry, cabo Nascimento, sargento Deusivan (de Imperatriz) e soldado Leite (de Timon) são os eleitos pela categoria para negociar as reivindicações dos militares com a governadora Roseana Sarney.

Na pauta de hoje, o destaque é para a reposição salarial que, segundo os militares, representa as perdas salariais de 2009 a 2011. Esse continua sendo o ponto principal do movimento. A classe afirma que o movimento ainda não acabou, e que a greve pode continuar caso não entrem em acordo com o governo sobre as exigências ainda não atendidas. Entretanto, eles se mostram abertos à negociar uma contraproposta da governadora. “A princípio, não houve contraproposta sobre a questão salarial, mas esperamos que a greve acabe hoje”, enfatiza o cabo Campos.

Outro ponto destacado pelos militares é a conferência do status de secretário ao comandante-geral da Polícia Militar. Para os grevistas, isso traria celeridade ao trabalho da PM, como destaca o cabo Campos. “Hoje, o que acontece é que tudo precisa ser despachado com secretário de segurança pública para a governadora. O que mudaria é que o comandante despacharia diretamente com o governo”, acrescenta.

Reivindicações já atendidas:
- Anistia aos líderes e participantes do movimento grevista;
- Fim do RDE (Regimento Disciplinar do Exército);
- Promoções;
- Mesa permanente de negociação com o governo.

Reivindicações não atendidas:
- Reposição salarial de 30%;
- Aposentaria por 25 anos de serviço;
- Status de secretário para o comandante-geral da PM.

Natália Raposo de o imparcial

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