Caso Graziela




A pequena Grazielle Alves completa 18 anos nesta quinta-feira. E tem muito o que comemorar. Ela nasceu com Hidrocefalia, doença que provoca o aumento do crânio devido à retenção de líquido. Apesar do sofrimento e das dificuldades, a mãe da menina não deixa de lembrar cada ano de luta pela vida. Grazielle não enxerga, nem anda, mas sente e ouve, garante a mãe. Ela é grande e forte e o corpo tem aparência saudável. Uma vitória para quem foi desenganada pelos médicos logo ao nascer. O diagnóstico afirmava que Grazielle morreria ao completar três meses. A festa dedicada a ela acontece no sábado, na casa da família.

A rotina de Grazielle é difícil, mas a família se une para que não falte nada à menina. Por causa da Hidrocefalia, a menina tem o sistema imunológico frágil. As necessidades também são muitas. A ajuda das pessoas tem sido imprescindível, relata Adalgisa. “Graças a Deus, sempre tem alguém para nos ajudar com doações e eu fico feliz porque sem essa ajuda seria mais difícil”.

A família depende do benefício do INSS. A casa onde moram é alugada, não possui muitos móveis e abriga todos da família. Além de Grazielle, são mais duas filhas: uma de 11 anos e outra de 13 anos. Adalgisa diz que o gasto mensal com a filha doente ultrapassa os R$ 800. São medicamentos, fraldas geriátricas e alimentação balanceada. “Eu já sofri muito com a minha filha. Mas, cada dia que ela acorda respirando eu agradeço a Deus”, relata a mãe.

A doença de Grazielle não impede que ela demonstre felicidade. “Ela é muito alegre”, garante a mãe. Carinho é o que não falta para a pequena Grazielle. A voz da mãe é o que mais a desperta. Adalgisa conversa com a menina e é correspondida. “Ela sorri, sorri bastante”, conta Adalgisa. Também sente quando é tocada e ouve sons. A mãe sempre testa os sentidos da filha. “Tenho medo de perder minha filha. Só Deus sabe o esforço que faço para cuidar dela”. Ela lembra do dia em que desenganaram sua filha: “nunca acreditei nisso. E ela está aqui, viva”, lembra emocionada a mãe.

Apelo

O momento para Adalgisa é de dupla comemoração. Uma, por mais um ano de vida da filha; outra, pela chance de realizar o sonho de ter sua casa própria. O contrato da casa onde mora encerra dia 10 de outubro. Solidário com a situação, o proprietário recusou propostas de venda e prioriza a família de Adalgisa. O problema é que ela teme não conseguir juntar o valor de R$ 25 mil até lá. “Eu espero, mais uma vez, contar com a ajuda das pessoas que sempre estiveram do nosso lado e sabem das nossas dificuldades”. A menina precisa ainda de uma nova cama de tamanho especial que custa cerca de R$ 1500 com os acessórios necessários. A família encontrou a cama na loja Med Hospitalar, localizada no bairro São Francisco. Doações de material de higiene e alimentos também são bem vindos.

Para ajudar:

- Estrada da mata, nº 49, bairro Tropical I, São José de Ribamar (próximo ao ponto final da linha Socorrão II)

- Depósito bancário: Bradesco – agência 2121 – conta – 2501684

Caixa Econômica Federal – agência 1649 – operação 013 – conta 46097.8

- Contatos: 3261.0221 / 8823.9187

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Anuncie!