O fim do jornal impresso


Quero compartilhar com vocês alguns dados*, para após isso, iniciar um debate.

* - Dados de Eric Alterman, o repórter de mídia da revista semanal New Yorker. Informação colhida no Observatório da Imprensa.

As editoras de jornais cujas ações são negociadas em bolsa perderam 42% do seu valor de mercado nos últimos três anos.

O patrimônio acionário da New York Times Company diminuiu 54% desde o fim de 2004.

A contar de 1990, 25% das vagas na imprensa diária americana foram fechadas.

O tempo médio gasto na leitura dos jornais nos Estados Unidos não chega a 15 horas por mês. (Portanto, nem 30 minutos por dia.)

Oito em cada dez americanos entre 18 e 34 anos nem batem os olhos num jornal.

O leitor típico tem 55 anos – e tende a ficar ainda mais velho.

Quase 40% das pessoas com menos de 35 anos ouvidas numa pesquisa disseram que esperam usar a internet no futuro para se informar. Só 8% falaram em se informar pelos jornais.

Menos de 20% dos americanos acham que se pode acreditar em todos ou na maioria dos relatos da mídia.

Será que chegamos realmente naquilo que eu já havia mencionado em uma série de posts, conversas de botequim e reuniões de negócio? O jornalismo como conhecemos realmente acabou? O mundo é dos blogueiros?

Minha opinião é bem explícita: o jornalismo mudou faz tempo, a gente que não se toca. Estamos trabalhando com um grande zumbi, que mexemos com varetas tal qual um boneco. Mas ele está apodrecendo, e já começou a feder. Daqui a pouco a decomposição fica tão grande que ele se despedaça todo.

E aí? O que os nossos dinossauros jornalistas de nariz empinado vão fazer? Proibir os blogs? Censurar a internet?

Já foi, não tem mais volta. Ou você se atualiza, ou vai ser deixado para trás.

E aí? O que devemos fazer para entrar de cabeça no futuro da informação? Folha, Santa, Radios… A RBS já sentiu a água batendo na bunda, já sei que algo está acontecendo ali e é pra logo. A Folha pensa no assunto mas ainda não se definiu (torço para que não seja tarde demais), algumas rádios já estão buscando atualizações, fazendo tomada de preços e se preparando para a evolução. E você, jornalista? Vai ficar parado?

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