“Moro na Ilha dos buracos” daqui apouco ela afunda.











Por Daniel de Jesus

Dizem que, quando não falta chuva a safra costuma ser muito boa. Na lavoura é assim, chuva é sinal de aumento da produção, paiol cheio, fartura e agricultor feliz.

No campo nada é tão bem vindo como a chuva sobre a terra plantada. A semente que germina, dá lugar a planta e os frutos são conseqüências naturais.

Isto não é o que vem ocorrendo quando o eleitor plantou o voto na urna esperou que este germinasse um bom administrador, para colher os frutos do benefício. Há quem diga que na ilha de São Luis nunca teve uma “safra” de prefeitos tão ruins como esta. Os que estão em processo de reeleição, “Deus nos acuda”! Parecem que não devem nada à sociedade, estão somente no “Venha a nós” e ao “Vosso Reino, nada”.

Alguns desse até elegem o vilão da falta de recursos: a queda do FPM, esquecendo-se eles que este tipo de receita oscila, daí falta o planejamento e a redução de despesas, coisas que alguns não estão nem ai. Os que vão para a reeleição, que o diga, estão distribuindo escrituras, pacotes de feijão, promessas de emprego, casa mobiliada e carro na garagem. Tudo pela reeleição.

Tem os que encomendam pesquisas de avaliação e quando o entrevistado dá nota zero de cima à baixo, o entrevistador tenta puxar papo para ver se consegue pelo menos um “sofrível”, mas, está difícil que alguém aponte um sinal positivo nos atuais administradores.

Quem anda pela ilha, em cada porteira de cidade se dá de cara com eleitor descontente com seu Prefeito. As exceções, se é que existem, são tão poucas que não se sobressaem diante de tanto caos administrativa desta atual “safra” de Prefeitos.

Feliz foi o defensor de determinado prefeito que na sua defesa disse: “Por que culpar o Prefeito pelos buracos? Vocês são cegos e não vêm que sempre perto de cada buraco tem um pedacinho de asfalto”? E o pior é que ele está com a razão. Ainda resta um “pedacinho” de asfalto, graças a Deus!

A plebe continua mais plebe, por que o que lhe resta é o que eu vi no vidro traseiro de um carro na Capital: “Chorei, por que moro na cidade dos buracos”.

Por acaso, na sua não tem? Tem? Pois, então vamos chorar juntos.

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