Educação Prometida por Bia para Paço do Lumiar

Falta de estrutura básica não é “privilégio” apenas da unidade Raimundo Rubim. Outras 56 escolas do município, também nunca receberam reforma e muito menos assistência regular da secretaria de Educação de Paço do Lumiar. Um exemplar típico do descaso do poder público, é a Unidade de Educação Básica Tia Dalva. Esta funcionando no bairro Carlos Augusto.
Ruas esburacadas com esgoto escorrendo em frente ao prédio, é uma realidade. O prédio é muito pequeno. Mas, mas mesmo assim, atende 140 alunos que freqüentam diariamente creche, educação infantil e ensino fundamental I.

De acordo com a diretora, há dois anos a situação existe, já que no espaço funcionava anteriormente, uma escola comunitária, com parcos recursos. Mas a estrutura se agravou desde que a prefeitura fechou convênio com a unidade, para o atendimento de várias outras séries. Pensando haver melhorias educacionais, a diretora investiu tudo o que tinha, mas nada aconteceu.

Considerada bastante grave a situação desta UEB, os diretores do SINPROESEMMA denunciam o atendimento a crianças atendidas no local, onde funcionam duas séries na mesma sala, dividida apenas por uma cerca de papelão de um metro de altura.

Outros agravantes podem ser observados nas salas quentes, abafadas, sem ventilação nenhuma. Conforto é uma coisa de sonho. A prefeitura de Paço de Lumiar sequer se preocupa com a entrega diária da merenda escolar – que há meses também não é entregue aos alunos.

“Viemos ver de perto as condições de funcionamento das unidades escolares. Tínhamos idéia porque são muitas as reclamações e as denúncias acerca destas escolas.”, ressaltou a professora Vicência Fernandes, do Núcleo do SINPROESEMMA de Paço do Lumiar.



Fernandes destaca que há pelo menos 10 anos as unidades escolares daquele município encontram-se irregulares. Mesmo assim não existe nenhum movimento no sentido que se seja revertido o quadro caótico tanto das condições estruturais, quanto das condições de ensino. “A gente se pergunta: onde estão as verbas do FUNDEB? E a merenda escolar?”, questiona a educadora para finalizar dizendo que “é inconcebível trabalhar numa situação assim. O que vemos são escolas com estruturas completamente comprometidas”.
Indignada, Vicência Fernandes assegurou que a partir das visitas iniciadas esta semana, será formalizada documentação com fotos para serem enviadas para o Ministério Público e para o Ministério da Educação (MEC).

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