E eu, Governadora, o que digo?

Por Inácio Augusto de Almeida

A senhora diz que se cansou.

E eu, governadora, o que digo?

Eu, que acordo de madrugada para apanhar um tiquinho de água, já que o abastecimento de água de São Luís é mais do que precário.

Eu, que ando nas ruas de São Luís com medo. Medo de assalto, medo de ser morto por algum drogado, medo de tudo, até mesmo de uma polícia mais do que mal paga.

Eu, que vejo os meus filhos em escolas que mais parecem centros de ANALFABETIZAÇÃO do que qualquer outra coisa.

Eu, que me convenço a cada dia que para os meus filhos não há nenhum perspectiva de crescimento.

Eu, que não tenho nome importante que me possibilite uma carreira política fácil.

Eu, que não tenho motoristas, mordomos, seguranças, todos pagos pelos cofres públicos.

Eu, que não tenho aposentadoria conseguida com apenas 4 anos de trabalho, aposentadoria de ex-governador.

Eu, que vivo asfixiado de tanto pagar impostos para manter todo tipo de sinecura.

Eu, Governadora Roseane Sarney, eu, o que é que eu digo?

Eu digo, Governadora Roseane Sarney, o que ainda me permitem dizer.

Eu digo, Governadora Roseane Sarney, que só me resta rezar pela salvação da minha alma.

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