Acusado de matar policial no Maiobão é mantido preso



A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) negou, nesta quinta-feira, 5, pedido de habeas corpus em favor de Jeronilson Catanhede Correia, um dos acusados da morte do policial militar Francinaldo dos Santos Costa, na madrugada de 24 de janeiro de 2011, no calçadão do Maiobão, município de Paço do Lumiar. Durante a troca de tiros num bar também morreu Edileno Cutrim Correia, primo de Jeronilson.
PM Francinaldo dos Santos Costa, morto no Maiobão
Informações da denúncia do Ministério Público, com base no inquérito policial, dão conta de que o acusado, em companhia de Edileno e do também indiciado Walisson Cutrim teriam executado o policial, utilizando arma de fogo, faca e uma pedra. Sem farda, por estar fora de serviço, e supostamente embriagado, o militar teria desistido de tomar uma cerveja e se dirigido à saída, após afirmar à proprietária do estabelecimento que havia um homem lhe provocando. A dona do bar disse que, logo depois, ouviu aproximadamente 11 tiros.

Edileno morreu atingido por um disparo, enquanto o policial Costa foi morto com quatro tiros, uma pedrada e golpes de faca. Jeronilson também foi atingido nas costas, na troca de tiros no bar. O inquérito informa que, mesmo assim, teria fugido de moto, levando a arma do policial. Pouco depois foi preso em flagrante e levado ao hospital, onde recebeu atendimento médico.
Jeronilson teve pedidos de relaxamento da prisão e de reconsideração negados pelo juízo da 2ª Vara da comarca de Paço do Lumiar. A defesa enfatizou que não se trata apenas da morte de um policial, mas de um duplo homicídio. Disse que o acusado nega sua participação no crime, não foi reconhecido como autor dos disparos, é réu primário e que não há risco de ele fugir.
O desembargador Bernardo Rodrigues (relator) manteve a prisão. Entendeu que, embora o acusado tenha sido preso em flagrante, houve a tentativa de fuga. Disse que o comprovante de residência fixa (um dos requisitos necessários ao réu primário) não correspondeu ao seu verdadeiro endereço. Os desembargadores Maria dos Remédios Buna e Raimundo Nonato de Souza, este parcialmente, acompanharam o voto do relator, pela denegação do pedido de habeas corpus.
Fonte: Jornal Pequeno

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