Carro cai em ‘’buraco de Bia Aroso’’


Centenas de pessoas assistiram a mais uma façanha proporcionada pelo descaso e omissão da gestão Bia Aroso em Paço do Lumiar no último domingo (17). Como senão bastassem as denúncias de corrupção e os inúmeros escândalos que envolvem a prefeita, os moradores do Conjunto Maiobão, um dos mais populosos de Paço, reagiram estupefactos ao fato escabroso ocorrido naquele bairro:um veículo Fiesta sendo engolido por uma enorme cratera, que no momento do acontecido foi denominada de ‘’buraco de Bia Aroso’’.
A população de Paço do Lumiar, inconformada com a permanência da prefeita no cargo, têm se manifestado de todas as formas a favor de seu afastamento, o que não veio ainda a ocorrer. Maria das Dores, moradora do conjunto, desde a época de sua fundação, mostra seu descontentamento em relação a administração da prefeita. “A Bia está ai porque a justiça do Estado do Maranhão não vale nada, ela já foi cassada, quem manda na prefeitura é o filho dela, o Thiago Aroso, que só vive viajando pra Europa, eles são bandidos, e nós estamos morrendo aqui no Paço, à míngua, esse carro que caiu é só um detalhe, aqui no município já morreu gente em buraco de esgosto, já morreu gente atravessando rua alagada, e essa prefeita ta aí lavando o dinheiro do povo dia e noite’’, afirmou.

Por Fernando Atallaia
Da Agência Baluarte

Pré-candidatura a vereador de Daniel de Jesus


Hoje Daniel de Jesus teve uma reunião com Inacio do Paço (pré-candidato a prefeito) pelo Paço do Lumiar, onde debateram sobre uma possivel candidatura a vereador, comunicou na manhã dessa terça, 19 de Abril, o apoio a candidatura a prefeito de Inacio do Paço.

Na oportunidade, ele anunciou que será pré-candidato a vereador, atendendo ao pedido dos amigos e moradores, e comentaram sobre a atual administração de Bia.

“Muitos foram os que prometeram, eu estou chegando pra fazer acontecer, a juventude do Paço Agora tem um representante”, afirmou Daniel de Jesus.

Daniel de Jesus estará se filiando ao partido do Pre-Candidato a prefeito nos próximos dias e se reunirá com amigos em busca de apoio comunitários para sua pré-candidatura.

Igor Lago afirma que irá aceitar o desafio de reorganizar o PDT em todo o Estado

Igor Lago
médico Igor Matos Lago, de 42 anos, irá assumir a presidência do PDT no Maranhão. Em reunião realizada sexta-feira à noite (15), a Executiva do partido decidiu, por unanimidade, indicar o nome de Igor para que ele assuma o comando do PDT no Estado, em substituição ao seu pai, o ex-governador Jackson Lago, que faleceu no dia 4 de abril passado.
Durante a reunião, realizada na sede do partido em São Luís (Rua dos Afogados) , a cúpula pedetista decidiu também indicar o nome da viúva Clay Lago para substituir Jackson Lago na vice-presidência da Executiva Nacional do PDT. A decisão terá de ser homologada pela Executiva Nacional do partido.
Dizendo-se disposto a assumir o desafio de reorganizar o partido no Maranhão, Igor Lago ressaltou ontem que o PDT é o maior partido da Oposição no Estado.
“O PDT tem história de luta e história de lealdade, de respeito aos companheiros, não só do nosso partido, como dos partidos aliados, que também querem um Maranhão mais justo, mais democrático, mais digno e mais soberano. O PDT está se reunindo e vai procurar o melhor caminho para se fortalecer e continuar tendo uma participação ativa nos destinos do Maranhão”, declarou Igor Lago.
Ele acrescentou que o PDT é um partido forte e que tem grandes lideranças no Estado. Citou como exemplos o prefeito de Porto Franco, Deoclides Macedo; o ex-deputado e ex-prefeito de Timon, Chico Leitoa; os novos deputados Carlinhos Amorim e Valéria Macedo; e os veteranos deputados Camilo Figueiredo e Graça Paz.
“Cabe ressaltar que o PDT maranhense tem a maior militância partidária, tanto em São Luís quanto nos municípios do interior do Estado”, declarou Igor Lago, assegurando que, inspirado no legado de seu pai, tudo fará para que o PDT se fortaleça em todo o Estado, permanecendo nas lutas democráticas e populares do Maranhão. Na manhã de ontem, Igor Lago recebeu a reportagem do Jornal Pequeno no apartamento de seu pai, na Ponta d’Areia. Eis abaixo os principais trechos da entrevista concedida ao JP:

Cassação do governador
“A cassação do mandato do governador Jackson Lago foi o maior ato de violência praticado pela Justiça superior eleitoral brasileira nestes últimos anos. Foi a maior violência jurídica e política e este episódio teve o patrocínio de poderosos da República para ressuscitar a oligarquia Sarney no Maranhão. Para dar de volta o poder que a oligarquia perdeu nas eleições de 2006. É muito triste perceber que, após dois anos, o Brasil, considerado uma República, um país democrático, soberano, ainda termos este tipo de papel da Justiça ser usada pelas velhas raposas políticas para obter de volta o poder perdido nas urnas”.

Futuro do PDT
“Papai, antes de partir para São Paulo com o objetivo de fazer o seu tratamento de saúde, deixou um caminho ao PDT. Formou-se uma Comissão Provisória, que ficou encarregada de decidir tudo que fosse relacionado a questões partidárias, de uma forma coletiva. E que o partido iria tomar cada decisão de acordo com a maioria dentro do Partido.
Então o futuro do PDT está pautado nesse caminho: no caminho da democracia e da luta histórica que o partido tem travado ao longo destes 30 anos. Ele deixou o caminho e acho que este é o caminho natural que o partido vai percorrer nos próximos anos”.

Urnas de 2010
“Quando saiu o resultado das eleições de 2010, eu estava com ele aqui. O pior resultado que poderia acontecer foi aquele de 2010. Foi uma grande decepção e, ao mesmo tempo, uma grande revolta. Porque ele viu neste resultado o quanto a eleição foi influenciada pelo imbróglio da chamada Lei da Ficha Limpa, que interferiu de forma direta no processo eleitoral de todo o país e, principalmente, aqui no Maranhão.
Aquilo ali foi uma ducha de água gelada naquele lutador de uma vida inteira, que consagrou sua vida à luta por um Maranhão mais justo, mais soberano, mais democrático, e ser afetado, não só pelo poder econômico dos adversários, tanto os Sarneys quanto os dissidentes dos Sarneys, estes últimos utilizando as formas mais baixas possíveis, durante a campanha eleitoral, de forma oportunista, de forma pequena, mesquinha. Para induzir o eleitor a votar no candidato Flávio Dino, e não no candidato Jackson Lago. Então, ele se sentiu muito decepcionado com o resultado de 2010”.

Doença
“Papai tinha a doença – o câncer de próstata – diagnosticada desde 2004. Ele foi tratado na época, ficou bem, controlou a doença. Mas em 2007 ela ressurgiu e ele então recomeçou o tratamento. É claro que um paciente com câncer, se ele tiver uma vida normal e feliz ele vai ter mais estímulos para enfrentar a doença. Ele fez o papel dele.
A gente não sabe, e não tem uma régua para medir o quanto que tudo isso que aconteceu com ele influiu na evolução da doença. Isto realmente a gente não tem como saber. Mas o que a gente sabe – há estudos sobre isto - é que pacientes com câncer vivem mais se estão alegres, de bem com a vida”.

Quadro agravado
“Foi em dezembro de 2010 que o estado de saúde de meu pai se agravou. Ele teve um quadro de desidratação, induzido pela própria fase da doença. O paciente com câncer, em determinada fase da enfermidade, começa a ter menos disposição para se alimentar, para tomar líquidos, e ali ele desenvolveu um quadro de desidratação. Para contornar isto, teve de ser internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. O médico dele, oncologista, pertence a este hospital, e o médico achou melhor fazer a internação”.

Últimos dias
“Os últimos dias foram de muito sofrimento. Ele, muito debilitado, mas querendo viver. Querendo viver o máximo que pudesse. Tentando lutar, tentando controlar a doença e tentando superar os problemas do dia a dia. Ele lutou até o fim. Eu acho que, nos últimos dias, ele pudesse ter dúvidas de que seria possível superar aquela fase ou não”.

Próximas eleições
“Nós estamos apenas iniciando a nossa contribuição política a nível de partido. O meu pai ele sempre preservou a gente de uma participação mais direta e ativa. Para que se tenha uma idéia, uma semana antes da convenção nacional do PDT, realizada no dia 25 de março de 2011, ele foi consultado e, pela primeira vez, aceitou e autorizou a inclusão de meu nome como membro do Diretório Nacional do partido. A nossa família e os companheiros do partido interpretaram isto como uma sinalização dele, já fragilizado pela doença, de querer que a gente começasse a dar alguma contribuição partidária. E nós estamos aceitando este desafio”.

Legado de Jackson
“É uma tarefa grandiosa, que não vai exigir somente de nós familiares, mas também de todos aqueles companheiros que dedicaram a sua vida à luta por um Maranhão mais democrático, mais justo e mais digno para a sua gente.
Então, não somente os familiares de Jackson, mas também os companheiros de luta do PDT e dos partidos aliados irão ter esta tarefa de agora em diante. Eu acho que cada vez mais o legado dele vai se tornar presente em toda discussão que envolver o futuro do Maranhão”.
Fonte: Jornal Pequeno

Um bebê brasileiro já nasce fortemente endividado



Todo ano o governo federal torra mais dinheiro do que arrecada. A receita obtida com impostos bate recorde atrás de recorde, mas isso nunca é suficiente. Os gastos crescem sempre mais do que o volume de dinheiro que é arrancado da sociedade na forma de contribuições e impostos. Resultado? Para honrar os seus compromissos, como o pagamento de salários e benefícios, e manter em funcionamento a máquina estatal, o governo precisa tomar dinheiro emprestado. Para isso, emite títulos que são repassados pelos bancos ao respeitável público por meio dos fundos de investimento. São papéis que pagam determinada taxa de juro a investidores dispostos a comprá-los. Na semana passada, o total desses papéis, ou seja, o total devido pelo governo na forma de títulos públicos (a chamada dívida mobiliária), ultrapassou a marca simbólica de 1 trilhão de reais. Dividindo-se essa montanha de dinheiro entre os 186 milhões de brasileiros, daria uma conta de 5.400 reais para cada um. Um bebê que venha ao mundo hoje já nasce devendo 5.400 reais. Pior. O pobrezinho precisa pagar 900 reais ao ano em juros pela dívida que contraiu antes mesmo de dar o primeiro sorriso para a mãe e o pai. Só chorando.

O número de 1 trilhão é grande, mas não quer dizer muita coisa, se analisado isoladamente. A capacidade de pagamento do país, os prazos em que os títulos vencem e a vontade do público de continuar emprestando ao Estado são os fatores que definem se uma dívida de 1 trilhão é problema ou solução. No Brasil, a dívida já foi solução. Hoje é um problemaço. Os analistas costumam comparar a dívida com o tamanho da economia – o PIB. O endividamento líquido do setor público equivale a 51,6% do PIB. Em nações desenvolvidas, esse porcentual chega a ser maior, mas, para um país em desenvolvimento, como o Brasil, o índice é muito alto. Além disso, os investidores ainda encaram o país com desconfiança. Isso se traduz em uma dívida mais difícil de pagar e cara, porque os prazos de vencimento são curtos e os juros, elevados. Todo o esforço do Tesouro Nacional, o responsável pela administração da dívida, vai na direção de aumentar o prazo e reduzir os juros. Poucos países conseguiram fazer isso. Um exemplo é o Japão. A relação entre a dívida e o PIB do Japão supera 100%. Mesmo assim, o Tesouro japonês paga taxas de juro próximas do zero e o prazo de vencimento dos títulos é de décadas. O Japão, por razões históricas e culturais, conquistou a confiança do investidor.

Uma boa notícia é que o endividamento brasileiro já não assusta tanto quanto no passado. "Não dá para dizer que a dívida pública é baixa nem confortável, mas qualquer analista avalia que ela melhorou substancialmente, os prazos aumentaram e a vulnerabilidade diminuiu", diz Paulo Valle, coordenador de operações da dívida pública do Tesouro. Há cinco anos, os títulos cambiais representavam quase 30% da dívida. Era uma roleta-russa. A cada subida na cotação do dólar, a dívida disparava. Hoje, esses papéis são apenas 2,39% do total. O ideal, dizem os economistas, é ampliar cada vez mais o porcentual prefixado, em reais, com vencimento no longo prazo. Os juros são determinados previamente, e os custos ficam menos sujeitos às oscilações dos humores dos mercados. Mas os investidores só aceitam comprar esse papéis se existir um cenário de estabilidade. É por isso que, se o governo descambar para o populismo, a dívida foge do controle, e quem perde são os brasileiros. Nesse caso, a saída seria uma só: chorar como um bebê.

A presidenta foi estudanta? que Ignorância...




Ótimo que alguém tenha tomado esta iniciativa de explicar a forma correta de se pronunciar/escrever, pois é de doer aos ouvidos...
PRESIDENTA !

A presidenta foi estudanta?

Existe a palavra: PRESIDENTA?

Que tal colocarmos um "BASTA" no assunto?

Miriam Rita Moro Mine - Universidade Federal do Paraná

Tenho notado, assim como aqueles mais atentos também devem tê-lo feito, que a candidata Dilma Roussef e seus apoiadores, pretendem que ela venha a ser a primeira presidenta do Brasil, tal como atesta toda a propaganda política veiculada na mídia.

Presidenta???

Mas, afinal, que palavra é essa totalmente inexistente em nossa língua?

Bem, vejamos:

No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante... Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.

Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.

Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. Se diz capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".

Um bom exemplo do erro grosseiro seria:

"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta.
Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".

Por favor, pelo amor à língua portuguesa, repasse essa informação...
Miriam Rita Moro Mine
UFPR

Fila para despedida



A sede do Partido Democrático Trabalhista (PDT) começou a receber militantes da sigla, eleitores e amigos para o velório do ex-governador do Maranhão, Jackson Lago. A movimentação começou ainda na manhã de ontem. A Polícia Militar reforçou a segurança do local onde eleitores, amigos e ex-colegas de trabalho de Jackson Lago foram despedir-se do ex-governador. Por conta da grande movimentação de pessoas, foi preciso formar uma fila para a entrada no local.

Antes da chegada do corpo do pedetista, o clima era de tristeza e comoção. A multidão comentava a trajetória do ex-governador, desde sua vida pessoal, passando por sua profissão de médico e de professor universitário e chegando à carreira política.

Para o engenheiro Arlindo Batista, de 71 anos, Jackson Lago deixa um importante legado para a sociedade: “Trabalhei com o Doutor Jackson na primeira gestão dele como prefeito e, a partir daí, mantivemos uma relação bastante estreita, até porque ele nunca dizia não para ninguém, sempre tinha uma saída para tentar resolver os problemas. Era um homem muito batalhador. Ninguém pode negar a importância dele como médico e político do Maranhão. Ele vai deixar uma grande lacuna no estado e uma importante marca na história”. Maria da Conceição Serejo, 67 anos, funcionária publica municipal relatou aos prantos a convivência com o ex-governador. “Comecei a trabalhar no primeiro mandato de Jackson Lago como prefeito de São Luís.

Doutor Jackson era muito atencioso, sempre fez todos os funcionários se sentirem em casa. Essa notícia foi um grande choque para mim, pois eu gostava muito dele. Não tenho palavras suficientes para descrever o quanto eu estou triste”, afirmou. Maria de Fátima Carvalho, 55 anos, também falou sobre a trajetória de vida de Jackson Lago. “Conheço o Doutor Jackson desde a minha adolescência.

Ele foi médico de algumas pessoas da minha família. Era uma pessoa séria e determinada no trabalho, dava muita atenção aos pacientes. Eu acompanho a carreira política dele desde o início e sempre notei integridade no que ele fazia. Mesmo tendo sido cassado, eu sempre vou considerá-lo governador do Maranhão”, disse a funcionária da rede municipal de saúde. O reitor da UFMA, Natalino Salgado, comentou as carreiras de Jackson Lago como médico e professor universitário: “A figura do professor Jackson com certeza está presente na memória de todos os que conhecem a trajetória dele. Eu tive a chance de acompanhá-lo como aluno da nossa universidade, onde ele teve a oportunidade de exercer depois suas atividades como professor de Medicina”, relembrou.

Eleitores de Jackson se emocionam e dão adeus

Nos principais bairros que eram redutos eleitorais de Jackson Lago (PDT), a notícia da morte do político pesou e, ao mesmo tempo, acendeu nos eleitores a frustração pelo pedetista ter dado adeus sem conseguir reassumir o comando do governo do Maranhão, após a cassação confirmada em abril de 2009. Sobraram lamentações e os eleitores que cativou - os quais apostavam todas as fichas no “Dr. Jackson”- ainda não sabem onde termina o político hábil e articulado e começa o médico, com expressão de pai.

Além de ter conseguido consolidar uma hegemonia que durou 20 anos na Prefeitura de São Luís, exercendo mandato ou fazendo sucessor nessa instância do poder municipal, Jackson Lago tornou-se homem público querido pela população que atendia. No Coroadinho, com a idealização das Unidades Mistas de Saúde e com a autorização para a construção dos apartamentos do PAC Rio Anil, na Camboa, Jackson Lago catalisou votos e corações.

Solange Pinheiro, 46 anos, é eleitora de Jackson Lago há, pelo menos, 20 anos. Antiga moradora de uma palafita à margem do Rio Anil, ela dedica a Jackson Lago o apartamento onde mora. Para ela, desacostumada a ver cumpridos os deveres constitucionais do estado, ter o direito a moradia assegurado é motivo mais do que suficiente para ter no pedetista completa paixão.

“Todos nós aqui ficamos muito tristes com a notícia da morte do Dr. Jackson. Se não fosse ele, nós não estaríamos aqui, numa casa nossa. O pessoal daqui vai todo para o velório, dar adeus”, disse Solange.

Emocionada, a eleitora jackista Rosenilde Silva, 39 anos, ficou desde a manhã de ontem na sede do partido, local onde o corpo está sendo velado, enrolada numa bandeira vermelha do “12”. Ela, que deu o primeiro voto para Jackson ainda quando era uma eleitora adolescente, disse ter se filiado ao PDT por causa do líder pedetista e lamenta não ter agora quem o vá substituir. “Através dele, eu entrei no partido.

Agora, que ele não está entre nós, ficará a nossa profunda admiração pela história dele, pela simplicidade, pelo caráter. A voz mansa dele, a forma de tratar a todos é insubstituível. Hoje só saio daqui quando prestar minha última homenagem”, declarou Rosenilde.

Desde a noite da última segundafeira (4), data da morte do ex-governador, a movimentação na sede do PDT, no Maranhão, já estava sendo intensa e ontem pela manhã, logo nas primeiras horas do dia, aumentou o fluxo de pessoas no local, escolhido pelo próprio Jackson.

Pedetistas esperam Jackson na sede do partido




A Rua dos Afogados, onde fica a sede do Partido Democrata Trabalhista (PDT), já está interditada para receber o grande fluxo de pessoas que devem ir se despedir do ex-governador Jackson Lago, que faleceu no fim da tarde desta segunda-feira (4).

A previsão é que o corpo chegue à sede do partido às 16h, pois chega em São Luís às 14h45 em um voo da TAM.

Na noite de segunda, foi realizada uma reunião para definir o esquema de segurança e logística para o velório. Na manhã desta terça-feira, os pedetistas colocaram uma faixa preta na fachada da sede para simbolizar o luto da legenda no Estado.

O corpo vai percorrer as ruas de São Luís em um carro do Corpo de Bombeiros antes de chegar ao PDT. Para evitar tumulto, as pessoas vão entrar pela porta principal do partido, circular próximo ao caixão e sair por outra porta rapidamente para facilitar o acesso do maior número de pessoas que quiserem se despedir de Jackson lago.

O Palácio Henrique de La Rocque foi oferecido pela governadora Roseana Sarney e a Assembleia Legislativa pelo presidente Arnaldo Melo para o velório. Porém, a família alegou que um dos últimos desejos do ex-governador foi que fosse velado na sede do partido.

O enterro será nesta quarta-feira, às 10h, no cemitério Parque da Saudade, localizado no bairro do Vinhais.

Clodoaldo Corrêa

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