“ENEMFICÊNCIA” - FRUTO DO CENTRALISMO EXACERBADO

*Thomas Korontai

O novo escândalo nacional protagonizado novamente pelo Ministério da Educação em relação aos ENEM deixa claro que a concentração das atribuições que o Governo Federal chama para si é absolutamente eficiente quanto aos desastres que nem sempre são anunciados.

Por que um “vestibular federal” para se sobrepor aos vestibulares locais, os vestibulares das próprias faculdades? Essa síndrome concentradora com vistas a unificar processos em um país com 8,5 milhões de km2 só pode resultar em problemas graves, em prejuízo da população, que passou a servir ao Governo, ao invés deste servi-la – basta observar a decepção dos estudantes.

Mesmo que os governantes considerem ser necessária existência de um sistema de aferição/vestibular do tipo ENEM porque não formataram o programa para que cada estado o fizesse? Porque um exame dessa natreza tem que ser feito nacionalmente, em um País com dimensões continentais? Ressalte-se que este tipo de avaliação nem deveria existir, porque exames dessa natureza avaliam quem tem melhor memória, o que deveria valer mesmo seria o currículo de toda a vida estudantil e testes vocacionais de cada um, feitos pelas próprias universidades, de maneira a evitar desperdício de recursos materiais e humanos. Esse desperdício se verifica na falta de mão de obra qualificada e nos inúmeros diplomas engavetados, cujos titulares exercem outra função/atividade. O foco está errado: a universidade.

Outra revelação da ocorrência foi da sua fragilidade e vulnerabilidade, típica dos mandos centralizados. Como diz um ditado popular, “não é possível abraçar o mundo com as pernas” os gestores do sistema centralizado de educação no País não percebem o ridículo do conceito adotado. Até o presidente ora ocupante do Planalto se pronunciou em assunto que não lhe compete, afirmando da sua confiança no sistema, um procedimento inadmissível para um Chefe de Estado como o Brasil, como se “republiqueta” fosse o País.

Em um federalismo pleno das autonomias locais, a Educação é completamente descentralizada. Não deveria existir um ministério centralizador dos procedimentos pedagógicos, recursos, livros e materiais de apoio, exames, e até merenda, como ocorre no Brasil. Em uma Federação de verdade, cuja base mais importante é o município, a única parcela humana de um País, a educação tem seu início com os preceitos elementares da formação do ser, com valores humanos, éticos, morais e familiares, sob a construção afetiva que só pode ser dada pelos familiares e membros da comunidade, sob sua própria cultura e feições locais, nunca sob a batuta de um poder distante como o de Brasília.

O caminho da Educação começa no município e termina no respectivo estado federado, com raras exceções em nível federal, em alguma instituição muito especial, do mais alto nível, se for o caso. Porque se esse caminho continuar a começar em Brasília, terminará sempre nos buracos negros da incompetência e “achismos” do poder centralizado.

Thomas Korontai é presidente do Partido Federalista (em formação)

Divulgados nomes dos detentos transferidos

Rony Lopes da Silva, o “Rony Boy”

Marinaldo Assunção Roxo, o “Serequinho”

Nilson da Silva Sousa, o “Diferente”

Dino César Vieira, o “Dino Gordo”

Francisco Henrique França,

Genilson Pereira, o “Baiacu”

Jailton Sousa Ferreira, o “Curtinha”

João Fernando dos Santos Rodrigues, “Neguinho da Bacia”

Fabio Coelho dos Santos, o “Fabinho Matador”

Wendell Marcel Machado Urbano, “Moreno”

Elton Rocha de Araújo, “Pimpolho”

Ronildo Dias dos Santos

Bruno Monteiro da Silva,

Carlos Flaviano Morais, “Flávio”

Hilton Jonnys Alves de Araújo, “Praguinha”

Emerson Pavão Diniz

Dílson da Costa Sousa

Charles da Cruz, “Pinduca”

Agno da Silva Pereira

Carlos Augusto Reis Máximo

Rebelião na penitenciária de Pedrinhas em São Luis - MA: 9 mortes confirmadas, mas podem ser 14, e 3 degolados!

Desde as nove horas da manhã desta segunda-feira (8) está acontecendo uma rebelião no anexo do Presídio São Luís, no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís - MA. Cerca de 200 presos aderiram ao motim.

A rebelião teve início após o descuido de um agente penitenciário durante a revista. Presos conseguiram dominar o funcionário e tomar a arma dele, que acabou sendo baleado. O agente penitenciário Raimundo de Jesus Coelho, conhecido como Dico, foi liberado pelos detentos e encaminhado ao hospital.

Cinco agentes penitenciários são mantidos reféns pelos detentos. As negociações com os presos rebelados serão retomadas nesta terça-feira (9). Eles reivindicam agilidade nos processos pela Justiça, água no presídio e reclamam da superlotação nas celas.

Até o momnento já foram confirmadas nove mortes de detentos, mas estima-se que este númeto seja 14. Não se sabe ao certo porque existe muita informação desencontrada, fala-se que dessas mortes, três foram por decaptação. Só foi possível confirmar as nove mortes porque os detentos liberaram nove corpos.

Os detentos mortos foram identificados como: Neguinho do Barreto, Guri, Negão, Cleiton, Elisangelo, Chiquinho, Dragão, Isaque e Eromar.

O Complexo Penitenciário de Pedrinhas está cercado por policiais desde que a rebelião teve início, por volta das 9h. Policiais militares, policiais civis, Grupo de Operações Especiais e a Tropa de Choque estão no local. Também há duas unidades do Corpo de Bombeiros em frente ao presídio.

Para negociar com os rebelados, estão na área interna, próximo ao anexo do Presídio São Luís, o secretário Bispo Serejo, o juiz da Vara de Execuções Criminais, Jamil Aguiar, promotores de Justiça, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/MA, Luís Antônio Pedrosa, outras autoridades e a imprensa. A presença de todas essas pessoas foi, inclusive, uma exigência dos detentos.

NEGOCIAÇÃO

Quando estava tudo certo para eles liberarem os reféns e se entregarem, um detento, que não estava no comando do movimento, passou a decidir com outros dois presos responsáveis pela rebelião e não aceitou o acordo. Assim que recusaram o acordo para encerrar a rebelião, os detentos jogaram as cabeças de três pessoas mortas dentro do anexo pelas janelas.

Assim, o impasse continua e as negociações são retornadas agora pela manhã. MAIS INFORMAÇÕES AQUI NO BLOG DANIEL DE JESUS. Aguarde...

Pelo menos três morrem durante rebelião em presídio de Pedrinhas

Os detentos do Presídio São Luiz, no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, na capital do Maranhão, faziam uma rebelião desde às 9h desta segunda-feira. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública, pelo menos três presidiários morreram e um agente foi baleado.

A secretaria disse que os apenados renderam o agente durante uma revista e tomaram sua arma. Baleado na perna e na coluna cervical, o funcionário foi liberado por volta das 11h30 e encaminhado ao hospital. Seu estado de saúde é estável. Três monitores também foram feitos reféns e continuavam em poder dos presidiários às 16h20.

O secretário adjunto de Administração Penitenciária, João Bispo Serejo, e agentes da Polícia Civil e da Polícia Militar, especializados em gerenciamneto de crises, entraram no local para realizar a negociação. De acordo com a secretaria, por volta das 16h, alguns veículos de comunicação foram chamados, à pedido dos presos, para acompanhar o caso.

Ainda não há informações sobre a pauta de reivindicações dos detentos. Segundo a secretaria, o presídio, que tem capacidade para abrigar cerca de 200 pessoas, é ocupado por 80 apenados. Policiais da Tropa de Choque da PM e da Polícia Civil cercavam o local às 16h20.

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